STJ inocenta padre Robson definitivamente das acusações de desvios de dinheiro

Processo contra o religioso havia sido movido pelo Ministério Público de Goiás

Augusto Sobrinho -
Religioso era investigado por desvio de dinheiro na época em que esteve a frente da Afipe (Foto: Divulgação)

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) inocentou, nesta segunda-feira (18), o padre Robson de Oliveira, de 47 anos, das acusações de desvios de dinheiro enquanto presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).

O processo contra o sacerdote foi arquivado definitivamente e, segundo o advogado de defesa, Pedro Paulo de Medeiros, o Ministério Público de Goiás (MPGO) não poderá mais mover novos recursos nas ações.

“Padre Robson, injustiçado como foi, agora absolvido, poderá finalmente continuar sua vida de evangelização, servindo à Igreja”, destacou.

Entretanto, o MPGO afirma que ingressou com um mandado de segurança no STJ, que será analisado pela Corte Especial, para questionar a decisão da 6ª Turma em não admitir o recurso do órgão.

“Portanto, mesmo que tenha havido trânsito em julgado no processo originário, ainda há esta ação para ser julgada”, diz a entidade sobre o pedido feito no mês passado para retomar as investigações.

Relembre

Em 2018, a Operação Vendilhões investigava a denuncia do religioso sobre chantagens de hackers, que afirmavam terem descoberto um relacionamento amoroso dele, mas acabou identificando possíveis desvios milionários na Afipe.

Neste contexto, o MPGO abriu um processo cível por improbidade administrativa no uso do dinheiro e um criminal contra Robson de Oliveira, que era o presidente da instituição.

Ele era investigado por desvios de mais de R$ 100 milhões doados por fiéis para construção da nova Basílica de Trindade, mas que teriam sido usados na compra de casa de praia, fazendas e um avião.

Ambos os processos foram trancados no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) devido ausência de provas suficientes dos crimes atribuídos ao padre, mas, desde então, o MPGO e os advogados de defesa disputavam na Justiça pela continuidade da investigação.

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