Sem radares móveis, motoristas goianos deixam de pagar R$ 53 milhões em multas em três anos

Equipamentos deixaram de ser utilizados em 2019 e houve queda significativa nas autuações

Isabella Valverde -
Radar móvel na GO-020. (Foto: Reprodução)

Dados da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) mostram que, em três anos, os motoristas goianos deixaram de pagar cerca de cerca de R$ 52,8 milhões em multas devido a retirada dos radares móveis das rodovias do estado.

Os equipamentos deixaram de ser utilizados ainda em 2019. Com isso, houve queda significativa no número de autuações. No entanto, especialistas alertam que a redução da fiscalização pode apresentar um perigo.

Isso porque sem o monitoramento com os radares móveis, os condutores em alta velocidade seguem cometendo infrações no trânsito e colocando a própria vida e a dos demais em risco.

De acordo com os dados levantados pela Goinfra, em 2018, último ano em que os elementos surpresas foram utilizados, Goiás aplicou mais de 687 mil autos de infração em motoristas goianos.

Já em 2021, que as rodovias não contavam mais com o item de monitoramento, as multas nas rodovias estaduais caíram para 574 mil, o que representa uma diferença de 113 mil autuações.

Porém, para garantir a segurança e diminuir o número de acidentes graves, o monitoramento fixo foi reforçado em alguns pontos considerados como mais perigosos das GOs.

O reforço da sinalização também foi realizado em rotas turísticas que contam com maior fluxo de veículos durante as férias escolares do mês de julho, como a GO-244, entre Porangatu e São Miguel do Araguaia.

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