PC finaliza inquérito da troca de bebês em hospital de Inhumas e familiares não concordam
Garotinhos, que hoje tem mais de três anos, nasceram no mesmo dia e na mesma hora


A Polícia Civil (PC) de Inhumas concluiu o inquérito que apurou a troca de dois bebês na maternidade do Hospital da Mulher, apontando que não houve crime no ocorrido.
Inicialmente, uma técnica de enfermagem da unidade de saúde vinha sendo apontada como suposta responsável pela situação, uma vez que ela própria entregou as crianças aos responsáveis no dia do nascimento.
Os garotinhos nasceram no mesmo dia 15 de outubro de 2021, praticamente no mesmo horário: um às 07h35 e o outro às 07h45.
O delegado chegou a pedir a quebra do sigilo telefônico da suspeita, o que foi negado pela Justiça. De acordo com o promotor de Justiça Maurício Alexandre Gebrim, que analisou a petição antes da decisão judicial, a PC não conseguiu apontar indícios de crime por parte da servidora.
“O que ocorreu foram transtornos muito lamentáveis trazidos pela ‘troca de bebês’, não havendo prática de crime em virtude da ausência de previsão legal que o tipifica, não podendo tal questão ser resolvida no âmbito criminal”, escreveu.
De mesmo modo, o delegado Miguel da Mota Leite Filho, responsável pelo caso, afirmou na conclusão que a identificação dos recém-nascidos foi realizada corretamente, sendo que da troca ocorreu já no berçário.
De acordo com ele, ambos os bebês haviam sido categorizados com nomes corretos dos pais nas pulseiras de identificação ainda nas dependências do hospital, com a confusão se limitando na entrega deles aos responsáveis.
Apesar disso, segundo o delegado, tal erro não pode caracterizar em nenhuma tipificação do Código Penal, sem a possibilidade de culpabilizar a técnica de enfermagem.
Indignação
A decisão, no entanto, acabou causando indignação em uma das famílias envolvidas, a qual foi a primeira a descobrir a troca dos bebês.
Ao O Popular, Yasmin Kessia da Silva, de 23 anos, mãe de um dos garotinhos, que hoje tem mais de três anos de idade, declarou estar se sentindo “frustrada” com o resultado das investigações.
Mas que, segundo ela, o caso deve ser resolvido em comum acordo entre os pais do outro bebê, estabelecendo uma dinâmica de guarda compartilhada para melhorar a integração entre as famílias.
Além disso, os registros da Certidão de Nascimento também devem ser alterados, constando o nome de ambos pais, biológicos e socioafetivos.
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