Banco do Brasil terá de indenizar idosa que caiu no “golpe da falsa central”

Fraude consiste em ligar dizendo se tratar de gerente ou atendente de uma instituição bancária, podendo até mencionar dados pessoais da vítima

Natália Sezil Natália Sezil -
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(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

O Banco do Brasil foi condenado a indenizar por danos morais uma idosa que sofreu o golpe da falsa central em Goiânia. Ela teve um prejuízo de R$ 6.937,50 após receber uma ligação de alguém que se passava por atendente da instituição.

Acreditando se tratar de problemas, acabou fornecendo os dados bancários. Com isso, sofreu várias transferências via chave Pix, além de compras indevidas no cartão de crédito digital.

Vanda Toledo logo percebeu as movimentações financeiras indevidas e foi à delegacia registrar boletim de ocorrência, quando foi informada sobre o golpe.

Apesar disso, mesmo diante da denúncia formal e das reclamações, o Banco do Brasil não estornou os valores que foram subtraídos. A Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO), que atuou no caso, considerou que “ficou evidenciada a falha na prestação do serviço”.

Não só por não assegurar “absoluta segurança nas transferências bancárias realizadas de forma virtual”, mas também por não se atentar às transações financeiras que destoavam do perfil de consumo de Vanda.

Por isso, o defensor público Gustavo Oliveira ingressou com tutela de urgência para interromper imediatamente as cobranças, inclusive extrajudiciais, relacionadas às transações feitas durante o golpe.

Após recusar o pedido em decisão inicial e acatar a um recurso de agravo de instrumento, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) determinou que os descontos cobrados fossem suspensos.

A sentença concordou com a argumentação da DPE de que “é responsabilidade da instituição financeira arcar com os prejuízos suportados pela assistida (…) bem como indenizá-la por danos morais e a restituição dos valores subtraídos de sua conta-corrente”.

A decisão foi publicada pela 10ª Vara Cível de Goiânia em agosto deste ano, e transitou em julgado. Portanto, não cabe mais recurso.

Entenda o golpe da falsa central

A Defensoria Pública explica: esse tipo de fraude acontece quando uma pessoa realiza ligações se passando por gerente ou atendente de agências bancárias.

O fraudador pode até mesmo confirmar dados pessoas da vítima, a induzindo a acreditar que realmente se trata de pendências com o banco.

Ao conquistar confiança, o suspeito consegue acesso à conta-corrente, realiza transferências e até compras em nome da pessoa enganada.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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