Brasil terá primeiro hospital público inteligente com UTIs automatizadas após investimento de R$ 1,7 bilhão do BRICS
Objetivo é democratizar o acesso ao que existe de mais moderno no setor da saúde

O novo hospital público inteligente que será construído em São Paulo promete revolucionar a maneira como os brasileiros utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS).
Constantemente, ouvimos reclamações sobre filas e demora no atendimento, mas essa nova iniciativa pretende mudar essa realidade de forma definitiva.
Com um aporte bilionário, o projeto não foca apenas em paredes e leitos, mas sim na tecnologia de ponta que conecta o paciente ao que há de melhor na medicina moderna mundial.
Muitas vezes, a população acredita que a tecnologia de alta precisão está disponível apenas em clínicas particulares caríssimas.
No entanto, o objetivo deste novo hospital público é justamente democratizar o acesso ao que existe de mais moderno no setor da saúde.
O investimento bilionário do banco do BRICS
Para entender a origem desse recurso, é preciso saber que o BRICS é um agrupamento de países de economias emergentes que se uniram para fortalecer sua cooperação política, econômica e financeira no cenário global.
Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco se expandiu recentemente e agora conta também com nações como Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
A viabilização deste projeto grandioso só foi possível graças a um contrato de empréstimo de R$ 1,7 bilhão firmado com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o banco do BRICS.
A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença da presidenta do banco, Dilma Rousseff, e do presidente Lula.
Esse recurso será destinado especificamente para criar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes.
O prazo para o pagamento desse empréstimo é de 30 anos, mostrando que se trata de uma estratégia de longo prazo para modernizar a saúde no Brasil.
UTIs automatizadas e medicina de alta precisão
O grande diferencial deste hospital público será o uso de UTIs automatizadas e interligadas.
No total, o projeto prevê 14 unidades de terapia intensiva inteligentes espalhadas por diversos estados, que funcionarão de forma integrada.
Na prática, isso significa que os dados dos pacientes serão monitorados em tempo real por sistemas digitais avançados.
Dessa forma, a unidade poderá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimentos especializados em situações de urgência.
A unidade vinculada à USP terá 250 leitos de emergência e 350 leitos de UTI, com capacidade para atender 200 mil pessoas por ano.
O impacto social da tecnologia no SUS
O Governo Federal ressalta que o foco principal é garantir que a população mais humilde tenha acesso às mesmas tecnologias que os setores mais ricos da sociedade.
Para o presidente Lula, o hospital público inteligente ajudará a resgatar a imagem positiva do sistema de saúde, superando visões pejorativas do passado.
Ao integrar inteligência artificial e processos digitais otimizados, o SUS busca oferecer dignidade e eficiência de forma gratuita.
A previsão é que a primeira unidade inteligente esteja totalmente pronta em um prazo de três a quatro anos, marcando uma nova era para a assistência médica nacional.
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