Netflix lança trailer da aguardada minissérie sobre tragédia com o césio-137 em Goiânia

Episódio tornou-se o maior desastre radioativo em área urbana do mundo

Davi Galvão Davi Galvão -
Série "Emergência Radioativa" abordará o acidente radioativo do Césio-137, em Goiânia. (Foto: Divulgação/Netflix)
Série “Emergência Radioativa” abordará o acidente radioativo do Césio-137, em Goiânia. (Foto: Divulgação/Netflix)

A Netflix acaba de aumentar a ansiedade dos fãs de produções baseadas em fatos reais ao divulgar o primeiro trailer oficial de “Emergência Radioativa”. A minissérie brasileira promete mergulhar fundo na tragédia do Césio-137, ocorrida em Goiânia em 1987, trazendo uma estética realista que já está sendo comparada a grandes sucessos internacionais do gênero.

O pedacinho da produção divulgado até o momento destaca o clima de suspense e a corrida contra o tempo vivida por médicos e cientistas para conter a contaminação. No centro da trama, Johnny Massaro interpreta o físico Márcio, um dos heróis anônimos que lutaram para identificar a origem do perigoso brilho azul.

A estreia mundial na plataforma está marcada para o dia 18 de março deste ano.

O elenco de peso conta ainda com Paulo Gorgulho, Tuca Andrada e Bukassa Kabengele, além de participações especiais luxuosas de Leandra Leal e Emílio de Mello.

Sob a direção geral de Fernando Coimbra, conhecido por O Lobo Atrás da Porta, a produção foca no impacto humano e no drama sanitário que parou o Brasil no fim da década de 80.

A narrativa reconstrói desde o momento em que a cápsula foi aberta em um ferro-velho até o isolamento das vítimas, buscando preservar a memória coletiva de um dos maiores acidentes radiológicos do mundo fora de usinas nucleares.

Apesar de a história ser ambientada na capital goiana, a série gerou algumas conversas curiosas nos bastidores por ter sido filmada em grande parte em São Paulo. No entanto, o trailer reforça que a ambientação de época e o vínculo emocional com o povo de Goiânia foram mantidos como prioridades para dar autenticidade ao “Chernobyl brasileiro”.

Em tempo

O acidente teve o ponto de partida em setembro de 1987, quando uma cápsula de radioterapia abandonada foi aberta, espalhando um pó de Césio-137 que brilhava em azul.

O material encantou moradores e circulou por dias, tornando-se o maior desastre radioativo em área urbana do mundo. A tragédia causou quatro mortes imediatas e contaminou centenas de pessoas, forçando o isolamento de bairros inteiros e a demolição de casas.

Na capital, as marcas persistem no monitoramento das vítimas até hoje e no depósito de Abadia de Goiás, onde toneladas de rejeitos radioativos ficarão guardados por cerca de 300 anos.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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