O efeito da pipoca no intestino e na circulação sanguínea, segundo médicos

Rica em fibras e antioxidantes, a pipoca pode favorecer o trânsito intestinal e contribuir para a saúde cardiovascular, desde que preparada da forma correta

Isabella Victória -
O efeito da pipoca no intestino e na circulação sanguínea, segundo médicos
(Foto: Reprodução/Pexels)

Ela é presença garantida em sessões de cinema e maratonas de séries.

No entanto, muito além de um simples lanche, a pipoca pode exercer efeitos importantes no intestino e na circulação sanguínea.

Médicos e nutricionistas explicam que, quando preparada sem excesso de gordura e sal, ela funciona como um aliado da digestão e da saúde do coração.

Como a pipoca age no intestino?

Por preservar o farelo do milho, a pipoca concentra fibras insolúveis, fundamentais para o bom funcionamento do trato digestivo.

Essas fibras aumentam o volume do bolo fecal e facilitam a eliminação dos resíduos, ajudando a prevenir a prisão de ventre.

Além disso, as fibras alimentam as bactérias benéficas do intestino.

Durante esse processo, a microbiota produz substâncias protetoras que contribuem para a integridade da mucosa intestinal e reduzem processos inflamatórios.

Consequentemente, o consumo regular (em uma dieta equilibrada) pode melhorar o trânsito intestinal e promover maior sensação de bem-estar.

O impacto na circulação e no envelhecimento celular

Outro ponto que chama atenção dos especialistas é a presença de polifenóis na pipoca.

Esses compostos antioxidantes combatem os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo e pelo envelhecimento precoce das células.

Como o grão estourado possui baixa umidade, os polifenóis ficam mais concentrados.

Isso significa que uma porção moderada já pode fornecer quantidade relevante desses antioxidantes.

Na prática, eles auxiliam na proteção dos vasos sanguíneos, contribuindo para a saúde cardiovascular e favorecendo a boa circulação.

Saciedade e controle do peso

Além dos efeitos digestivos e circulatórios, a pipoca também interfere no controle do apetite.

Por ter grande volume e baixa densidade calórica, ela ocupa espaço no estômago sem fornecer muitas calorias.

Esse efeito ativa mecanismos ligados à saciedade, ajudando a reduzir o impulso de beliscar alimentos ultraprocessados entre as refeições.

Ao mesmo tempo, a digestão mais lenta dos carboidratos complexos evita picos abruptos de glicose no sangue, o que favorece níveis de energia mais estáveis ao longo do dia.

Micronutrientes que fazem diferença

A pipoca também oferece minerais importantes para o organismo, como:

  • Magnésio, que participa do relaxamento muscular e do funcionamento neurológico;
  • Fósforo, essencial para ossos e produção de energia celular;
  • Vitaminas do complexo B, envolvidas no metabolismo energético;
  • Zinco, que auxilia na imunidade e na recuperação dos tecidos.

Esses nutrientes reforçam o papel do grão como opção mais interessante do que muitos snacks industrializados.

Quando a pipoca deixa de ser saudável?

Os benefícios, contudo, dependem diretamente da forma de preparo.

O excesso de manteiga, óleo ou sal pode anular os efeitos positivos.

Gorduras saturadas em excesso, por exemplo, favorecem inflamações e sobrecarga cardiovascular.

Já o alto teor de sódio pode elevar a pressão arterial e provocar retenção de líquidos.

Por isso, médicos recomendam priorizar a pipoca feita no ar quente ou com mínima adição de óleo, além de utilizar temperos naturais no lugar de condimentos industrializados.

O que dizem as evidências nutricionais?

Dados nutricionais oficiais indicam que a pipoca estourada sem gordura é uma fonte relevante de fibras dietéticas, superando diversos lanches processados disponíveis no mercado.

Além disso, por ser um grão integral, sua digestão ocorre de maneira mais lenta, o que contribui para o controle glicêmico em pessoas saudáveis.

Assim, quando preparada corretamente, ela atua no intestino, apoia a circulação sanguínea e ainda contribui para o controle do peso.

Isso mostra que, muitas vezes, até um lanche simples pode ter efeitos surpreendentes no organismo.

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Isabella Victória

Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO no Portal 6. Atua na produção de conteúdo otimizado para a web, com interesse em curiosidades, comportamento, tendências digitais e temas do cotidiano, sempre com uma abordagem leve, clara e informativa.

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