O vilarejo onde dois rios de cores diferentes se encontram, mas nunca se misturam, abriga um dos paraísos de água doce mais bonitos do planeta
Cenário amazônico mistura espetáculo natural, herança indígena e um dos cartões-postais mais surpreendentes do Brasil

Existem lugares em que a natureza surpreende e parece desafiar a lógica, com paraísos que parecem obras de arte vivas.
Esse é o caso de Santarém, localizada no oeste do Pará. Lá, dois gigantes rios da hidrografia mundial — o Rio Tapajós e o Rio Amazonas — correm lado a lado sem se misturar por quilômetros.
De um lado, águas cristalinas predominam. Do outro, o tom barrento característico do Amazonas. O contraste forma um espetáculo natural raro, visível da orla da cidade.
A cerca de 35 quilômetros dali, Alter do Chão transforma esse encontro em um cartão-postal. A vila, conhecida como “Caribe Amazônico”, revela extensas faixas de areia branca e águas mornas.
Não é à toa que o jornal britânico The Guardian incluiu suas praias entre as mais bonitas de água doce do mundo, em 2009.
A história da região remonta, assim como grande parte do país, ao século XVII, quando missionários jesuítas chegaram para catequizar os povos Borari.
A antiga vila deu origem à Santarém atual, cercada por floresta nativa e marcada pela forte cultura ribeirinha.
Na gastronomia, o protagonismo é dos peixes de rio. Pirarucu, tucunaré e tacacá dividem espaço com o açaí servido à moda paraense — espesso e sem açúcar.
Entre cheia e vazante, Santarém muda de paisagem, mas mantém o encanto. É onde a floresta encontra os rios — e os rios criam um mar de água doce.
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