Nova regra da CNH: exame prático deixa de ter falta eliminatória e passa a somar pontos
Mudança altera critérios de avaliação e promete transformar a experiência dos brasileiros que vão fazer sua CNH
Quem vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) encontrará uma mudança importante no exame prático.
A Resolução Contran nº 1.020/2025 alterou a forma de avaliação e substituiu o antigo sistema de “falta eliminatória” por um modelo baseado em pontuação acumulada.
Na prática, isso significa que o exame não termina automaticamente após um único erro classificado como grave. Agora, o resultado depende da soma total de pontos ao final do percurso.
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Como funcionava antes
Pela regra anterior, prevista na Resolução nº 789/2020, o candidato era reprovado imediatamente se cometesse uma falta eliminatória. Além disso, a soma de pontos negativos não podia ultrapassar três pontos.
Ou seja, um único erro considerado incompatível com a condução segura encerrava a prova na hora.
Como funciona agora
Com a nova resolução, o candidato começa a prova com zero ponto. Cada infração cometida durante o trajeto soma pontos, conforme a gravidade:
- Infração leve: 1 ponto
- Infração média: 2 pontos
- Infração grave: 4 pontos
- Infração gravíssima: 6 pontos
Para ser aprovado, o candidato precisa terminar o exame com no máximo 10 pontos.
Isso quer dizer que a avaliação passa a considerar o desempenho ao longo de todo o percurso, e não apenas um erro isolado.
A prova pode ser interrompida?
Sim. Mesmo sem o termo “falta eliminatória”, a comissão avaliadora pode interromper o exame se o candidato demonstrar incapacidade técnica para conduzir com segurança ou apresentar instabilidade emocional que comprometa a avaliação.
Nesses casos, o exame é registrado como “não concluído”, sem atribuição de nota.
E a baliza?
A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) informou que a baliza deixou de ser uma etapa autônoma e eliminatória. A tendência é que a avaliação priorize o desempenho em situações reais de trânsito, incluindo manobras como estacionamento ao longo do percurso.
O que muda para quem vai fazer a prova
Na prática, o novo modelo exige regularidade e consistência durante todo o trajeto. O candidato precisa manter atenção contínua às regras de trânsito, sinalização e condução segura, já que cada infração soma pontos.
O sistema continua rigoroso, mas a avaliação passa a considerar o conjunto da direção apresentada, e não apenas um único erro decisivo.
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