Não é o Mar Morto, nem truque de física: o paraíso brasileiro onde a água empurra o corpo para cima e ninguém consegue afundar, mesmo com 200 kg

Destino no Tocantins reúne dunas, rios cristalinos e fervedouros onde a força da água impede qualquer pessoa de afundar

Gabriel Dias Gabriel Dias -
O paraíso brasileiro onde a água empurra o corpo para cima e ninguém consegue afundar, mesmo com 200 kg
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Rolê Família)

Um paraíso brasileiro tem chamado a atenção de viajantes por um fenômeno natural curioso: em determinadas piscinas naturais, simplesmente não é possível afundar na água.

Esse cenário surpreendente fica no Jalapão, região localizada no leste do Tocantins, a cerca de 300 quilômetros de Palmas.

Conhecido pelas dunas de areia dourada e pelos famosos fervedouros, o local se tornou um dos destinos de ecoturismo mais procurados do país. Apenas em 2023, 53.966 visitantes passaram pelas dunas, de acordo com dados do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

A região abriga um conjunto de áreas de preservação que somam mais de 34 mil km², formando um dos maiores trechos contínuos de cerrado conservado no Brasil.

No centro desse mosaico está o Parque Estadual do Jalapão, criado em 2001 e com cerca de 159 mil hectares, localizado principalmente no município de Mateiros.

Entre os atrativos mais impressionantes estão os fervedouros, nascentes subterrâneas onde a água brota da areia com forte pressão.

Esse fenômeno, conhecido como ressurgência, cria piscinas naturais de cores que variam entre azul-turquesa e verde-esmeralda. A pressão da água impede que qualquer pessoa mergulhe totalmente, fazendo com que todos permaneçam flutuando.

Além dos fervedouros e das dunas formadas pela erosão do arenito da Serra do Espírito Santo, o Jalapão reúne outras atrações famosas, como a Cachoeira da Velha, a Cachoeira do Formiga, a Pedra Furada e trilhas com vista panorâmica da região.

Outro símbolo local é o capim-dourado, planta típica do cerrado transformada em artesanato por comunidades quilombolas, especialmente na comunidade Mumbuca, onde boa parte da população vive dessa atividade.

Para visitar o Jalapão, o ponto de partida costuma ser Palmas. A viagem até Mateiros leva cerca de cinco a seis horas, com parte do percurso em estrada de terra que exige veículos 4×4 e, muitas vezes, acompanhamento de guia.

Entre paisagens de cerrado preservado, rios cristalinos e dunas que mudam de cor ao longo do dia, o Jalapão continua sendo um dos cenários naturais mais impressionantes — e surpreendentes — do interior do Brasil.


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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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