Conheça a planta resistente que alimentou povos no deserto por milênios e hoje quase ninguém usa
Rico em proteína e altamente resistente ao calor e à seca, planta volta a despertar interesse em meio aos desafios da agricultura em um clima cada vez mais extremo

Durante milhares de anos, comunidades que viviam em regiões áridas dependeram de uma planta altamente adaptada ao calor extremo e à escassez de água para sobreviver.
Entre essas culturas está o feijão tepari (Phaseolus acutifolius), uma leguminosa que prospera em ambientes onde muitas outras plantas não conseguem se desenvolver.
Originário de áreas desérticas do norte do México e do sudoeste dos Estados Unidos, o feijão tepari se destaca por sua extraordinária resistência climática.
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Estudos indicam que a planta consegue produzir mesmo sob temperaturas próximas de 48 °C e com pouca disponibilidade de água — características que a tornam especialmente relevantes em um cenário de mudanças climáticas.
Além da adaptação ambiental, o grão também chama a atenção pelo valor nutricional. O feijão tepari apresenta cerca de 25 gramas de proteína a cada 100 gramas do grão seco, além de fibras e minerais como ferro, magnésio e potássio.
Por isso, ele é considerado uma importante fonte de proteína vegetal, contribuindo para dietas com menor teor de gordura saturada e sem colesterol.
Em comunidades com acesso limitado à proteína animal, o grão pode desempenhar papel importante na alimentação.
Ele pode ser utilizado em sopas, ensopados, farinhas e diversos pratos tradicionais, ampliando a diversidade de preparos à base de plantas.
Do ponto de vista agrícola, o feijão tepari também contribui para a saúde do solo. Como outras leguminosas, ele fixa nitrogênio por meio de bactérias associadas às raízes, enriquecendo a terra e reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos.
Historicamente, essa cultura era cultivada em consórcio com outras plantas, como milho e abóboras, formando sistemas agrícolas diversificados que ajudavam a proteger o solo, melhorar o aproveitamento da água da chuva e reduzir riscos de perdas na produção.
Apesar dessas vantagens, o feijão tepari perdeu espaço com a expansão da agricultura mecanizada e das monoculturas modernas.
Cultivos como milho, trigo e soja passaram a receber maior apoio de políticas públicas, linhas de crédito e programas de pesquisa, pois se adaptavam melhor aos modelos industriais de produção.
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