Parece exagero, mas especialista em IA diz que crianças de 5 anos hoje podem nunca precisar trabalhar
Investidor ligado à OpenAI afirma que inteligência artificial pode eliminar a necessidade de trabalho humano nas próximas décadas

Uma previsão ousada sobre o futuro da inteligência artificial voltou a provocar debate sobre o mercado de trabalho.
Segundo um dos investidores mais conhecidos do setor tecnológico, crianças que têm cinco anos atualmente podem crescer em um mundo onde trabalhar não será mais necessário para sobreviver.
As informações foram reunidas em reportagem da Redação do Jornal SOL, que destacou declarações do investidor Vinod Khosla, um dos primeiros apoiadores institucionais da empresa de inteligência artificial OpenAI.
De acordo com ele, o avanço da tecnologia poderá transformar profundamente a economia global e alterar a forma como as pessoas vivem e produzem riqueza.
IA pode assumir grande parte dos empregos
Durante entrevista ao podcast Titans & Disruptors of Industry, da revista Fortune, Khosla apresentou uma previsão ambiciosa. Segundo ele, sistemas de inteligência artificial poderão executar até 80% dos empregos a partir de 2030.
Nesse cenário, o custo da mão de obra tende a cair drasticamente. Como consequência, produtos e serviços também poderão ficar muito mais baratos.
Assim, a necessidade de trabalhar apenas para sobreviver poderá desaparecer em muitas situações.
“Você poderá dizer a qualquer criança de cinco anos: siga a sua paixão”, afirmou o investidor durante a entrevista.
Trabalho pode virar escolha pessoal
Na visão de Khosla, o trabalho não desaparecerá completamente. No entanto, ele deixará de ser uma obrigação econômica.
Ou seja, as pessoas poderão trabalhar por interesse pessoal, criatividade ou realização profissional.
Além disso, o investidor acredita que a inteligência artificial mudará a forma como a sociedade organiza suas atividades produtivas.
Educação também pode mudar
Se esse cenário se concretizar, as universidades também poderão ter um papel diferente no futuro.
Hoje, muitos estudantes buscam cursos superiores principalmente para melhorar as chances de conseguir emprego. Porém, em um mundo com forte automação, a educação poderá focar mais no desenvolvimento intelectual.
Além disso, especialistas acreditam que haverá uma fase de transição.
Durante esse período, trabalhadores humanos poderão supervisionar sistemas de inteligência artificial e treinar algoritmos para executar tarefas complexas.
Dados atuais mostram impacto menor
Apesar das previsões otimistas, pesquisas recentes indicam que o impacto da inteligência artificial ainda ocorre de forma gradual.
Um estudo conduzido pelo National Bureau of Economic Research analisou respostas de cerca de seis mil executivos em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália.
Segundo o levantamento, 90% dos líderes empresariais afirmaram não ter observado mudanças relevantes na produtividade ou no emprego nos últimos três anos.
Ainda assim, cerca de 70% das empresas já utilizam tecnologias de inteligência artificial em alguma área de suas operações.
Debate sobre distribuição de riqueza continua
Mesmo que a automação avance rapidamente, especialistas apontam outro desafio importante.
A redução dos custos de produção não garante automaticamente preços mais baixos para consumidores.
Em alguns casos, os ganhos podem se concentrar nas empresas e nos acionistas.
Por isso, o próprio Khosla defende políticas para equilibrar esse cenário. Entre as propostas estão fundos públicos financiados pelos ganhos da inteligência artificial e redução de impostos para trabalhadores de renda mais baixa.
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