A raça de cachorro considerada sagrada no Tibete e que hoje muita gente tem em casa
Raça criada em templos budistas do Himalaia tinha função de alerta e simbolizava proteção espiritual antes de se tornar pet doméstico

Muito comum em apartamentos brasileiros, o Lhasa Apso carrega uma história que poucos donos conhecem. Apesar da aparência pequena e dócil, a raça nasceu em um contexto religioso e teve papel importante dentro dos mosteiros do Tibete.
As informações ganharam destaque em um vídeo publicado pela criadora de conteúdo Marina Guaragna, do perfil @marinaguaragna no Instagram, que explicou a origem e a importância cultural do animal.
Origem ligada à religião e à elite tibetana
O Lhasa Apso se desenvolveu na cidade de Lhasa, capital do Tibete, localizada a mais de 3.600 metros de altitude. Durante séculos, esses cães viveram dentro de mosteiros e palácios.
Nesse ambiente, eles exerciam uma função estratégica. Os monges utilizavam a raça como sistema de alerta, já que o latido agudo avisava rapidamente sobre qualquer movimentação incomum.
Além disso, a cultura tibetana associava esses cães à proteção espiritual e à sorte. Por isso, o animal ganhou status especial dentro da sociedade.

(Foto: Captura de tela/YouTube)
Raça não era vendida, apenas presenteada
Diferente do que acontece hoje, o Lhasa Apso não era comercializado. Líderes religiosos e membros da elite ofereciam os cães como presente de prestígio.
Esse costume reforçava o valor simbólico da raça. Assim, apenas pessoas selecionadas tinham acesso aos animais, o que aumentava ainda mais sua importância cultural.
Chegada ao Ocidente mudou o destino da raça
A expansão do Lhasa Apso começou no início do século XX. O 13º Dalai Lama presenteou estrangeiros com exemplares, o que marcou a saída oficial da raça do Tibete.
Na década de 1930, alguns cães chegaram aos Estados Unidos. Pouco depois, em 1935, o American Kennel Club reconheceu oficialmente a raça.
A partir desse momento, criadores ocidentais passaram a selecionar características voltadas à companhia e à exposição.
De guardião sagrado a cão de companhia
Com o passar do tempo, o Lhasa Apso perdeu o papel religioso e se consolidou como animal de estimação. Hoje, ele aparece frequentemente em ambientes urbanos, principalmente em apartamentos.
No entanto, a origem da raça revela um passado completamente diferente. O que muitos veem como um cachorro doméstico moderno nasceu em uma sociedade teocrática isolada, dentro de templos budistas do Himalaia.
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