A raça de cachorro considerada sagrada no Tibete e que hoje muita gente tem em casa

Raça criada em templos budistas do Himalaia tinha função de alerta e simbolizava proteção espiritual antes de se tornar pet doméstico

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
A raça de cachorro considerada sagrada no Tibete e que hoje muita gente tem em casa
(Imagem: Ilustração/IA)

Muito comum em apartamentos brasileiros, o Lhasa Apso carrega uma história que poucos donos conhecem. Apesar da aparência pequena e dócil, a raça nasceu em um contexto religioso e teve papel importante dentro dos mosteiros do Tibete.

As informações ganharam destaque em um vídeo publicado pela criadora de conteúdo Marina Guaragna, do perfil @marinaguaragna no Instagram, que explicou a origem e a importância cultural do animal.

Origem ligada à religião e à elite tibetana

O Lhasa Apso se desenvolveu na cidade de Lhasa, capital do Tibete, localizada a mais de 3.600 metros de altitude. Durante séculos, esses cães viveram dentro de mosteiros e palácios.

Nesse ambiente, eles exerciam uma função estratégica. Os monges utilizavam a raça como sistema de alerta, já que o latido agudo avisava rapidamente sobre qualquer movimentação incomum.

Além disso, a cultura tibetana associava esses cães à proteção espiritual e à sorte. Por isso, o animal ganhou status especial dentro da sociedade.

Lhasa Apso nasceu em mosteiros do Tibete e era considerado sagrado. Veja como a raça chegou às casas e virou pet popular.

(Foto: Captura de tela/YouTube)

Raça não era vendida, apenas presenteada

Diferente do que acontece hoje, o Lhasa Apso não era comercializado. Líderes religiosos e membros da elite ofereciam os cães como presente de prestígio.

Esse costume reforçava o valor simbólico da raça. Assim, apenas pessoas selecionadas tinham acesso aos animais, o que aumentava ainda mais sua importância cultural.

Chegada ao Ocidente mudou o destino da raça

A expansão do Lhasa Apso começou no início do século XX. O 13º Dalai Lama presenteou estrangeiros com exemplares, o que marcou a saída oficial da raça do Tibete.

Na década de 1930, alguns cães chegaram aos Estados Unidos. Pouco depois, em 1935, o American Kennel Club reconheceu oficialmente a raça.

A partir desse momento, criadores ocidentais passaram a selecionar características voltadas à companhia e à exposição.

De guardião sagrado a cão de companhia

Com o passar do tempo, o Lhasa Apso perdeu o papel religioso e se consolidou como animal de estimação. Hoje, ele aparece frequentemente em ambientes urbanos, principalmente em apartamentos.

No entanto, a origem da raça revela um passado completamente diferente. O que muitos veem como um cachorro doméstico moderno nasceu em uma sociedade teocrática isolada, dentro de templos budistas do Himalaia.

 

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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