Fórum Empresarial coloca como prioridade dar nova vida ao Centro e reativar a vida noturna de Anápolis

Categoria diz que o município está "perdendo dinheiro para cidades vizinhas" porque as famílias não querem sair de casa

Natália Sezil -
Classe A, no Centro de Anápolis.
Classe A, no Centro de Anápolis. (Foto: Divulgação)

O setor empresarial de Anápolis considera prioridade, este ano, dar nova vida e reativar a vida noturna no Centro. Esse seria um dos caminhos para a economia da cidade prosperar, conforme documento elaborado por entidades da área e entregue nesta sexta-feira (27) à vereadora Andreia Rezende (Avante), presidente da Câmara Municipal.

A proposta surge após uma reunião entre a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Conselho Empresarial para o Daia (Concedaia) e diversos sindicatos em meio às discussões do Prospera Anápolis, iniciativa articulada por Andreia.

A avaliação do setor é de que Anápolis possui localização estratégica, base industrial relevante, infraestrutura e proximidade com centros consumidores, mas vem perdendo posição no Produto Interno Bruto (PIB) estadual por conta de burocracia excessiva, insegurança jurídica, ausência de integração e falta de políticas públicas de incentivo a comércio e serviços.

O documento expõe: “Anápolis está perdendo dinheiro todo fim de semana para cidades vizinhas. Não por falta de lojas ou produtos bons, mas por falta de espaços públicos que convidem as famílias a saírem de casa“. E crava: “hoje, a compra física é impulsionada pelo passeio”, “o lazer gera a compra por impulso”.

A solução, portanto, seria investir na requalificação de um Centro que atraia clientes fornecendo entretenimento. Seria necessário também fornecer estrutura para que os moradores consigam se locomover bem, estacionar sem problemas e andar pelas calçadas sem impeditivos.

Passos para o objetivo

A lista para alcançar isso, segundo proposto pelos empresários, inclui criar espaços públicos de convivência, ter uma agenda permanente de eventos culturais e gastronômicos no Centro, estacionamento rotativo e policiamento 24h todos os dias.

Dar chances a artistas locais, realocar os vendedores ambulantes que ficam nas calçadas, criar um programa que incentive a compra no comércio local e diminuir o IPTU também entram nas propostas.

O Fórum Empresarial afirmou, ainda, buscar fomento na participação de empresas locais em licitações públicas. Defendeu: “todos os milhares de pães que são consumidos diariamente pela Base Aérea de Anápolis, pelas Unidades Municipais de Saúde e pelas Unidades Escolares Municipais são fornecidos por empresas de Brasília, Goiânia e outras localidades”.

A categoria pede pela implantação de corredores gastronômicos e polos comerciais temáticos, bem como pela criação de um licenciamento específico para música ao vivo e de linhas de crédito para que os estabelecimentos façam a adequação acústica.

Por fim, “propõe-se o investimento na modernização de praças, calçadas, iluminação pública e mobiliário urbano, com ênfase em acessibilidade, segurança e atratividade” para o fortalecimento do comércio local.

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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