Paciente que ficou tetraplégico após acidente se torna o segundo goiano a receber tratamento com polilaminina

Família segue com uma vaquinha aberta para aceitar doações referentes aos custos do pós-operatório

Davi Galvão Davi Galvão -
Manoel Astrogildo é o segundo goiano a ser tratado com a polilaminina. (Foto: Reprodução)
Manoel Astrogildo é o segundo goiano a ser tratado com a polilaminina. (Foto: Reprodução)

Manoel Astrogildo, morador de Itumbiara, foi o segundo paciente goiano a receber polilamina como tratamento após ter ficado tetraplégico em um acidente de trânsito.

O procedimento pioneiro foi realizado no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI) realizou, na última quinta-feira (26).

Astrogildo é o segundo paciente no estado de Goiás a receber o composto experimental, que busca a regeneração de tecidos nervosos, mediante autorização judicial.

O paciente perdeu a sensibilidade e os movimentos do ombro para baixo no dia 10 de novembro, quando sofreu uma fratura na vértebra cervical C5 enquanto retornava de Goiânia.

Agora, o Manoel inicia uma fase crítica de reabilitação intensiva, etapa obrigatória para que o organismo responda à substância e potencialize as chances de recuperação dos movimentos.

Atualmente, a família segue com uma vaquinha aberta para aceitar doações referentes suporte logístico e médico necessário para o período pós-operatório.

Polilaminina

Desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina deriva de uma proteína natural do corpo humano responsável pela organização celular.

A proposta científica consiste na aplicação direta do composto no ponto exato da lesão medular para estimular a regeneração das células nervosas.

Embora o tratamento tenha apresentado resultados promissores em animais e em um grupo restrito de humanos, a substância permanece em caráter experimental.

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanham a fase 1 dos estudos clínicos para atestar a segurança do método.

O uso da proteína em solo goiano começou com o delegado Leonardo Sanches, de 44 anos. Assim como Manoel, o policial militar sofreu um acidente na rodovia GO-330 em julho e obteve o direito ao tratamento via Justiça.

Sanches recebeu a aplicação de forma pioneira no estado em janeiro deste ano, no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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