Supermercados de Goiás apresentam alternativa ao fechamento aos domingos e decisão final é adiada

Cenário se desenha diante da expectativa de que Congresso Nacional vote proposta que estabelece fim da escala de trabalho 6x1

Augusto Araújo Augusto Araújo -
veja o que mais não poderá abrir aos domingos
(Foto: Reprodução/Pexels)

Mesmo com o eminente vencimento da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nesta terça-feira (31), as negociações entre patrões e empregados do setor de supermercados em Goiás deve ganhar um prazo extra.

Isso porque o o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Sincovaga), que representa a classe patronal, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Secom), que representa os trabalhadores, devem adiar a decisão até 30 de abril.

Esse cenário se desenha diante da expectativa de que o Congresso Nacional vote, no decorrer dos próximos 30 dias, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1 e a implementação da jornada 5×2.

Contudo, o texto ainda está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e não tem uma previsão para ir ao plenário.

Além disso, o Sincovaga enviou uma proposta para que o fechamento ocorra apenas a partir das 12h aos domingos, condição essa que o Secom rejeitou.

O entendimento é de que a solução não seria eficaz nem para a classe patronal, nem para a dos trabalhadores.

O setor patronal propôs o fechamento apenas a partir do meio-dia aos domingos, o que o Secom rejeita por não considerar uma solução eficaz nem para as empresas, nem para os trabalhadores.

Vale ressaltar também que, anteriormente, o Secom havia proposto o funcionamento estendido aos sábados, com os estabelecimentos operando até 01h da madrugada.

Além disso, o que for decidido na CCT estadual tem força de lei imediata. Caso o martelo seja batido, as empresas terão um curto período de transição para se adequarem aos novos horários sob pena de multas severas.

Os debates ganham força em um contexto no qual entende-se que a escala 6×1 se tornou um grande fator de rejeição para trabalhar no setor supermercadista entre novas gerações.

A Associação Goiana de Supermercados (Agos), inclusive, apontou uma estimativa recente cerca de 6 mil vagas de emprego não preenchidas nesse âmbito.

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Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.

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