Empresário é condenado após mandar funcionário “fazer o L” ao cobrar salário atrasado
Decisão considerou que conduta ultrapassou limite da opinião e violou direitos fundamentais do trabalhador

Um empresário recebeu condenação da Justiça do Trabalho após ofender um funcionário que cobrava salários atrasados. O caso ganhou repercussão depois que o empregador mandou o trabalhador “fazer o L” durante a cobrança.
Segundo o processo, o funcionário enfrentava atrasos frequentes no pagamento. Além disso, ao cobrar os valores, ele recebia respostas com teor político e ofensivo.
O que levou à condenação
De acordo com os autos, o trabalhador relatou que o empregador usava comentários depreciativos ligados à sua posição política. Em uma das situações, o empresário sugeriu que ele pedisse ajuda ao presidente.
Além disso, o funcionário descreveu outro episódio grave. Após um de seus filhos sofrer um assalto, o patrão afirmou que a situação era “merecida” por causa do voto do trabalhador.
Essas falas demonstram conduta ofensiva e incompatível com o ambiente profissional.
Justiça reconhece violação de direitos
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação. A Corte entendeu que o empresário ultrapassou os limites da liberdade de expressão.
O Judiciário identificou violação de direitos fundamentais. Entre eles estão a dignidade da pessoa humana e a liberdade de convicção política.
Com isso, a Justiça determinou o pagamento de indenização de R$ 10 mil ao trabalhador.
Defesa não conseguiu afastar irregularidades
Durante o processo, a defesa alegou que as interações eram informais. Além disso, afirmou que não houve intenção de ofender.
No entanto, o empresário admitiu ter feito comentários políticos depreciativos. Por isso, a Justiça concluiu que houve constrangimento e exposição vexatória.
Caso reforça limites no ambiente de trabalho
A decisão reforça a necessidade de respeito nas relações profissionais. Opiniões pessoais não autorizam atitudes que exponham ou humilhem trabalhadores.
Além disso, o caso serve de alerta para empregadores. Condutas inadequadas podem gerar consequências legais e financeiras.
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