Governo libera desconto de até 90% para brasileiros endividados e cria mecanismo que evita que brasileiros voltem a ficar no vermelho

Nova versão do programa deve ampliar renegociação, restringir crédito abusivo e tentar evitar que famílias voltem ao endividamento

Gabriel Dias Gabriel Dias -
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Notas de dinheiro. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Milhões de brasileiros endividados podem ganhar uma nova chance para reorganizar a vida financeira.

O governo federal prepara o lançamento do Desenrola 2.0, programa que promete desconto de até 90% em dívidas e traz uma proposta inédita: limitar o acesso a linhas de crédito consideradas abusivas para impedir que os beneficiários retornem rapidamente ao vermelho.

A medida está em fase final de elaboração e deve ser oficializada por medida provisória ainda em 2026.

A ideia é atacar o problema em duas frentes ao mesmo tempo: facilitar a renegociação de débitos já existentes e criar barreiras contra novas dívidas com juros elevados.

Descontos altos e foco em renegociação

A nova etapa do Desenrola deve permitir que famílias endividadas negociem seus débitos com descontos expressivos.

Com apoio de fundos públicos como garantia, bancos e instituições financeiras poderão oferecer condições mais favoráveis do que as normalmente disponíveis no mercado.

Na prática, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, poderá ser reduzida para cerca de R$ 1 mil, a depender do perfil do débito e das regras que forem definidas.

A proposta mira especialmente pessoas que perderam a capacidade de pagamento e seguem com o nome negativado por longos períodos.

Trava tenta impedir novo ciclo de dívidas

O grande diferencial da versão 2.0 é a tentativa de evitar que o problema se repita.

O programa prevê restringir o acesso dos beneficiários a modalidades de crédito com juros muito altos, como o rotativo do cartão, que pode ultrapassar 435% ao ano.

Além disso, a iniciativa deve incluir ações de educação financeira, com orientação sobre orçamento, planejamento e uso consciente do crédito.

A expectativa do governo é que o programa ajude não apenas na recuperação das famílias, mas também no aquecimento da economia, ao devolver consumidores ao mercado de forma mais sustentável.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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