Pai ausente é ruim, mas situação piora quando a família paterna protege erros e ignora a criança, explica advogado

Especialista alerta que omissão e conivência com abandono podem agravar prejuízos e levar a medidas judiciais

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Criança com insegurança ausência paterna
(Foto: Reprodução/Freepik)

A ausência paterna já provoca impactos emocionais significativos na vida de uma criança. No entanto, a situação pode se tornar ainda mais grave quando outros familiares reforçam esse afastamento.

Segundo o advogado familiarista Ricardo Belique (@ricardobelique.adv), quando a família paterna passa a justificar o abandono ou silenciar diante da negligência, o problema deixa de ser apenas emocional e passa a ter implicações jurídicas.

Responsabilidade não é opcional

De acordo com o especialista, a responsabilidade com o filho não depende de afinidade.

Além disso, também não pode ser ignorada ou minimizada por terceiros.

Nesse sentido, o dever parental envolve não apenas o sustento financeiro, mas também a presença e o cuidado.

Por isso, a omissão contribui diretamente para o prejuízo da criança.

Papel da família no agravamento do problema

Quando familiares protegem comportamentos inadequados, acabam reforçando a situação de abandono.

Assim, ao justificar ou encobrir a ausência, esses terceiros dificultam a construção de vínculos e o cumprimento das obrigações legais.

Além disso, essa postura pode gerar ainda mais danos emocionais ao menor.

O que diz o Direito de Família

A legislação brasileira garante à criança o direito à convivência familiar e ao suporte material.

Portanto, quando o pai não cumpre suas obrigações, a Justiça pode intervir.

Nesse cenário, é possível:

  • regularizar a convivência
  • estabelecer ou revisar pensão alimentícia
  • formalizar direitos e deveres

Dessa forma, o Judiciário atua para proteger o interesse da criança.

Quando procurar a Justiça

Segundo Ricardo Belique, o caminho mais seguro, diante da ausência e da omissão, é buscar a regularização judicial.

Assim, é possível garantir que os direitos do filho sejam respeitados.

Além disso, a formalização evita conflitos prolongados e assegura maior estabilidade.

Impacto vai além do emocional

Embora o aspecto emocional seja evidente, o problema também envolve responsabilidade legal.

Por isso, ignorar a situação pode trazer consequências jurídicas.

Nesse contexto, informação e orientação profissional fazem diferença para proteger a criança e garantir seus direitos.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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