Tá na lei: filhos podem processar pai ausente e receber indenização por abandono afetivo

Nova legislação reconhece ausência emocional como ato ilícito e permite reparação na Justiça

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Lei permite que filhos processem pais ausentes e recebam indenização por abandono afetivo; entenda seus direitos.
(Foto: Freepik)

Desde a sanção da Lei 15.240/2025, o abandono afetivo passou a gerar consequências diretas no Direito brasileiro. Agora, filhos podem processar pais ausentes e pedir indenização por danos morais.

A nova regra reforça que a responsabilidade dos pais vai além do sustento financeiro e inclui presença, cuidado e participação ativa na vida dos filhos.

O que mudou com a nova lei

A legislação alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com isso, o abandono afetivo passou a configurar ato ilícito civil.

Ou seja, quando o responsável deixa de cumprir o dever emocional, a Justiça pode aplicar sanções.

O que caracteriza abandono afetivo

A lei exige mais do que garantir alimentação, educação e moradia.

Além disso, os pais devem manter vínculo ativo com os filhos.

Isso envolve:

  • convivência frequente
  • participação no desenvolvimento da criança
  • apoio emocional constante
  • orientação em decisões importantes

Assim, a ausência prolongada pode gerar responsabilização.

Quando há direito à indenização

Se o juiz identificar abandono afetivo, pode determinar indenização.

Nesse caso, o objetivo é compensar os danos emocionais sofridos pela criança ou adolescente.

Além disso, o valor varia conforme a gravidade da situação.

Outras medidas previstas

A lei também prevê ações mais rígidas em situações graves.

Por exemplo, em casos de negligência, maus-tratos ou abuso, o juiz pode afastar o responsável do convívio.

Dessa forma, o sistema protege a integridade física e emocional do menor.

Responsabilidade vai além do dinheiro

A legislação deixa claro que o papel dos pais não se limita ao pagamento de despesas.

Por isso, a ausência afetiva pode gerar consequências jurídicas.

Assim, o vínculo familiar passa a ter valor legal e não apenas emocional.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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