O homem que começou como descarregador de caminhão e hoje é bilionário, dono da 4ª maior rede de supermercados do Brasil
Um esforço físico pesado no passado pavimentou o caminho para uma fortuna incalculável

A trajetória de Pedro Lourenço de Oliveira, conhecido popularmente como “Pedrinho”, sintetiza um dos casos mais emblemáticos de mobilidade social e sucesso empresarial no Brasil contemporâneo.
Natural de Paineiras, Minas Gerais, o empresário iniciou sua vida profissional no trabalho braçal como descarregador de caminhões, lidando diretamente com o peso das mercadorias que, décadas depois, comandaria em escala industrial.
Em 1996, com recursos limitados e uma visão focada na periferia, ele inaugurou sua primeira mercearia em Santa Luzia, na Grande BH, estabelecendo as bases do que se tornaria a quarta maior rede supermercadista do país, faturando anualmente dezenas de bilhões de reais.
O império de Pedro Lourenço, o “Pedrinho BH”, não foi erguido apenas sobre tijolos, mas sobre uma disciplina financeira rígida conhecida no varejo como “estratégia de margem apertada”.
Diferente de redes que buscam lucros altos por unidade, o Supermercados BH foca no volume massivo e no giro rápido de estoque. Trabalhando com margens de lucro líquido que giram em torno de 2% a 3%, um patamar desafiador para a concorrência, Lourenço consegue oferecer preços que atraem as classes C e D, seu público-alvo principal.
Esse modelo de “ganhar no centavo” permitiu que a rede saltasse para um faturamento previsto de R$ 25 bilhões em 2025, consolidando-se como a 4ª maior do Brasil.
Além da eficiência logística, as relações pessoais de Lourenço foram cruciais para sua projeção nacional. Um dos casos mais famosos é sua ligação com o cantor Gusttavo Lima. Em 2016, quando o artista enfrentava severas dificuldades financeiras, Pedrinho emprestou R$ 6 milhões com juros simbólicos para a gravação de um DVD em Caldas Novas, ato que salvou a carreira do “Embaixador”.
A gratidão transformou-se em parceria comercial: o cantor tornou-se garoto-propaganda vitalício da rede e sócio de Lourenço em negócios como a BP Seguradora.
Esse laço orgânico fortaleceu a marca BH, unindo a imagem de sucesso do sertanejo à confiança depositada no empresário mineiro. A expansão física da rede atingiu um novo patamar em fevereiro de 2025, com a compra das 54 lojas do Bretas em Minas Gerais por R$ 716 milhões.
A transação com a chilena Cencosud eliminou um concorrente histórico e permitiu que o BH ocupasse pontos estratégicos em regiões onde ainda não era soberano. Paralelamente, o empresário realizou seu maior movimento institucional ao adquirir 90% da SAF do Cruzeiro de Ronaldo Fenômeno.
Ao assumir o clube do coração, Pedrinho não apenas injetou capital para contratações de peso, como Gerson e Kaio Jorge, mas integrou sua visão de “gestão raiz” ao futebol, unificando seu império varejista à paixão popular em uma estratégia de marketing sem precedentes no Brasil.
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