Fim da tração animal: cidades de Minas Gerais trocam charretes a cavalo por modelos elétricos
Tecnologia de ponta substitui o esforço físico por baterias em destinos de veraneio tradicionais

Uma das tradições mais antigas do turismo mineiro está sendo modernizada para atender aos padrões contemporâneos de bem-estar animal e sustentabilidade.
Cidades turísticas icônicas e queridas pelo público turista, como Poços de Caldas e Tiradentes, estão implementando a substituição gradual e, em alguns casos, total das charretes movidas a tração animal por veículos elétricos.
Batizados popularmente de “carruagens sustentáveis”, os novos modelos mantêm o design clássico e charmoso das antigas carruagens, mas são impulsionados por motores recarregáveis e silenciosos.
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A iniciativa visa encerrar décadas de polêmica sobre o cansaço excessivo e as condições de trabalho dos equinos nas ladeiras e parques estaduais.
O projeto ganhou força com a aprovação de leis municipais específicas e parcerias com o Ministério Público para garantir a transição social dos condutores, os tradicionais charreteiros.
Em Poços de Caldas, por exemplo, o modelo elétrico foi desenvolvido por engenheiros locais e empresas de tecnologia, apresentando autonomia para um dia inteiro de passeios e capacidade para até quatro passageiros.
A mudança não funciona apenas como uma atualização tecnológica; ela inclui programas de reabilitação e adoção responsável para os cavalos aposentados, que agora são encaminhados para santuários ou fazendas de descanso, enquanto os trabalhadores recebem treinamento técnico para operar os novos sistemas automotores.
Atualmente, a transição é monitorada por órgãos de defesa animal e secretarias de turismo, que relatam uma aceitação positiva de quase 90% entre os visitantes.
De acordo com as Prefeituras de Poços de Caldas e São Lourenço, o cronograma de substituição prevê que, até o final de 2026, a tração animal seja completamente banida das áreas urbanas turísticas.
A medida coloca Minas Gerais na vanguarda da mobilidade urbana ética, provando que é possível preservar a memória histórica e o fomento econômico sem comprometer a integridade física dos animais, elevando o estado ao patamar de referência em turismo consciente no Brasil.
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