Equatorial aposta em plano bilionário para reduzir falhas e ampliar capacidade da rede em Goiás
Ações incluem expansão de circuitos e redistribuição de carga em cidades com maior pressão sobre o sistema

Em meio a queixas de consumidores sobre falhas no fornecimento de energia em Goiás, a Equatorial aposta em um plano bilionário para reduzir instabilidades e ampliar a capacidade da rede no estado.
Ao Portal 6, a concessionária informou que os investimentos somam R$ 6,8 bilhões desde 2023 e fazem parte de uma estratégia para modernizar o sistema elétrico.
Segundo a empresa, as intervenções acompanham o crescimento urbano e econômico, principalmente em regiões como Goiânia, região Metropolitana, Anápolis e o Entorno do Distrito Federal, onde a demanda por energia tem aumentado.
Em Goiânia, a companhia afirma que a construção e recapacitação de 51 quilômetros de rede elétrica devem beneficiar cerca de 50 mil unidades consumidoras. O superintendente da Equatorial na capital, Felipe Thalhofer, disse que a ampliação busca dar mais estabilidade ao fornecimento.
“A ampliação da rede elétrica em Goiânia fortalece a capacidade operacional do sistema e permite acompanhar o crescimento urbano com maior estabilidade”, afirmou.
Obras miram regiões de maior demanda
Na região Metropolitana, Aparecida de Goiânia recebe melhorias em 6,3 quilômetros de rede, com impacto previsto para cerca de 30 mil consumidores. Em Senador Canedo, a modernização de 10,1 quilômetros tem como foco reduzir a concentração de carga em circuitos específicos.
Anápolis também aparece entre os pontos centrais do plano. Segundo a Equatorial, a construção de dois novos alimentadores ligados à Subestação Anápolis Universitária cria rotas alternativas de fornecimento e redistribui cargas antes concentradas na Subestação Jundiaí.
“A criação desses novos circuitos amplia a capacidade do sistema e reduz vulnerabilidades operacionais”, afirmou Thiago Nunes Soares, superintendente da Regional Norte.
No Entorno do Distrito Federal, as ações incluem municípios como Luziânia, Novo Gama, Cristalina e Águas Lindas. Já no interior, a empresa cita obras em Iporá, voltadas ao comércio e à agropecuária, além de Rio Quente, onde a modernização busca reforçar o atendimento durante períodos de maior movimento turístico.
Apesar do volume de investimentos, Goiás ainda convive com desafios no fornecimento de energia. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que, em 2025, os consumidores ficaram, em média, 12,66 horas sem energia, índice acima da média nacional.
A Equatorial sustenta que os resultados já indicam melhora em relação à série histórica e afirma que os efeitos das obras devem aparecer de forma gradual, conforme a rede ganhar novos circuitos, rotas alternativas e maior equilíbrio de carga.
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