Padrasto é indiciado por matar enteada envenenada com chumbinho em Goiás
Mãe responderá por omissão imprópria, por não ter agido para evitar a tragédia

A Polícia Civil (PC) concluiu o inquérito sobre a morte da menina Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, e indiciou a mãe e o padrasto da criança pelo envenenamento registrado em Alto Horizonte, no Norte de Goiás.
Segundo as investigações, o padrasto, Ronaldo Alves de Oliveira, foi indiciado por feminicídio e homicídio tentado triplamente qualificados, enquanto a mãe, Nábia Rosa Pimenta, responderá pelos mesmos crimes por omissão imprópria, sob a tese de que teria deixado de agir para evitar o resultado.
O caso ocorreu no dia 27 de março, quando Weslenny morreu horas após um jantar em família.
O irmão dela, de 8 anos, também passou mal após a refeição, foi internado em estado grave, mas sobreviveu.
De acordo com o delegado Domênico Rocha, a perícia confirmou a presença de terbufós, substância popularmente conhecida como chumbinho, no arroz consumido pelas crianças.
A investigação aponta que Ronaldo teria evitado ingerir o alimento contaminado.
Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito se levantando da mesa ainda com grande quantidade de arroz no prato, o que reforçou a suspeita de que ele sabia da contaminação.
O exame toxicológico realizado no padrasto e na mãe também apresentou resultado negativo, indicando que ambos não ingeriram a substância.
Outro elemento que reforçou a linha investigativa foi o fato de a panela com arroz contaminado ter sido encontrada guardada na geladeira da casa.
Resíduos do alimento também teriam sido descartados no lixo e consumidos por gatos da vizinhança, que morreram posteriormente.
Ronaldo permanece preso preventivamente em Uruaçu. Já a mãe da criança não teve prisão solicitada.
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