Liderada por professora da UFG, equipe brasileira faz história em olimpíada de matemática
15ª edição do torneio internacional foi realizada em Bordeaux, na França

O Brasil alcançou um dos resultados mais importantes de toda a sua trajetória na European Girls’ Mathematical Olympiad (EGMO), competição internacional voltada para estudantes do ensino médio com destaque em matemática.
Na 15ª edição do torneio, realizada em Bordeaux, na França, a delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, uma de prata, uma de bronze e uma menção honrosa.
O desempenho colocou o país na 15ª posição no ranking geral por equipes, com 66 pontos, segundo o placar oficial da EGMO 2026. O resultado é apontado pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) como o segundo melhor da história do Brasil na competição.
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A equipe foi liderada pela professora dra. Ana Paula de Araújo Chaves, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade Federal de Goiás (UFG), e teve como vice-líder Bilhana Plamenova Kochloukova.
A participação reforça o papel de pesquisadoras e instituições brasileiras na formação de jovens talentos para disputas científicas internacionais.
Premiações
As medalhas foram conquistadas por estudantes de diferentes estados. Júlia de Paula Pessoa Leguiza, do Ceará, recebeu medalha de ouro; Maria Clara Fontes Silva, de Sergipe, ficou com a prata; Heloísa Mysczak, de São Paulo, conquistou o bronze; e Maria Cecília Ribeiro Pereira de Melo, de Pernambuco, recebeu menção honrosa.
A medalha de ouro de Júlia também tem peso histórico. De acordo com a OBM, esta foi apenas a segunda vez que uma brasileira alcançou o ouro no torneio europeu.
Criada em 2012, a EGMO é considerada uma das principais competições internacionais de matemática para meninas. O evento busca ampliar a presença feminina nas olimpíadas científicas, incentivar o desenvolvimento matemático e dar visibilidade a jovens pesquisadoras em formação.
A edição de 2026 reuniu participantes de dezenas de países e foi realizada entre 9 e 15 de abril. Segundo a página oficial do evento, a proposta também é enfrentar a baixa participação feminina em competições como a Olimpíada Internacional de Matemática, ainda marcada por predominância masculina.
Além das premiações individuais, o resultado brasileiro indica avanço consistente na preparação de meninas para as áreas de exatas.
Para Ana Paula, atual professora adjunta do IME, a atuação à frente da delegação se soma a uma trajetória vinculada à pesquisa e às olimpíadas científicas.
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