Lei permite que trabalhadores se afastem por até 2 anos para cuidar do parceiro neste país

Regra em vigor na Espanha garante estabilidade no emprego e proteção previdenciária durante o período

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
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(Foto: Reprodução)

Cuidar de alguém da família em um momento de doença pode exigir tempo, dedicação e presença constante. No entanto, conciliar essa necessidade com o trabalho nem sempre é simples — especialmente quando não há respaldo legal.

Em alguns países, porém, essa realidade já começou a mudar. Leis mais flexíveis vêm permitindo que trabalhadores priorizem o cuidado com familiares sem abrir mão completamente da segurança profissional.

E uma dessas medidas tem chamado atenção por oferecer um prazo considerado longo para esse tipo de afastamento.

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País permite afastamento de até 2 anos

Na Espanha, a legislação trabalhista já garante ao trabalhador o direito de se afastar do emprego por até dois anos para cuidar de cônjuge ou parceiro com problemas de saúde.

A regra faz parte do Estatuto de los Trabajadores, que regula as relações de trabalho no país.

Embora a licença seja, em geral, não remunerada, ela assegura proteção importante ao empregado.

Garantia de emprego durante o afastamento

Durante o primeiro ano de licença, o trabalhador mantém o direito de retornar ao mesmo cargo que ocupava anteriormente.

Após esse período, a empresa ainda precisa garantir o retorno, mas pode oferecer uma função equivalente, compatível com a anterior.

Dessa forma, o profissional não perde o vínculo empregatício, o que traz mais segurança durante o período de afastamento.

Tempo conta para aposentadoria

Outro ponto importante envolve a proteção previdenciária.

Na Espanha, os primeiros 15 meses da licença contam como tempo de contribuição para a seguridade social.

Ou seja, mesmo afastado, o trabalhador não fica totalmente desassistido em relação à aposentadoria.

Além disso, em famílias numerosas, esse período pode chegar a até 24 meses.

Como funciona no Brasil

Enquanto isso, no Brasil, a situação ainda é diferente.

A legislação trabalhista não prevê, de forma obrigatória, uma licença prolongada para cuidar de familiares doentes.

Na prática, muitos trabalhadores dependem de acordos individuais com as empresas. Nesses casos, o contrato pode ser suspenso, mas sem garantia de retorno ao mesmo cargo.

Propostas em discussão

Apesar disso, existem propostas para ampliar esse direito no país.

Um exemplo é o Projeto de Lei 1161/2025, que tramita na Câmara dos Deputados e propõe a concessão de 15 dias de licença remunerada para cuidados com familiares.

O texto ainda aguarda análise e votação, o que significa que não há mudanças imediatas em vigor.

Uma mudança que impacta a vida dos trabalhadores

A experiência espanhola mostra como a legislação pode evoluir para atender novas demandas sociais.

Ao permitir que o trabalhador se afaste para cuidar de quem precisa, a lei reconhece a importância do equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

E, embora o Brasil ainda esteja em fase de discussão, o tema já ganha cada vez mais espaço no debate público.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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