Cimento vivo que conserta rachaduras e fissuras sozinho passa a ser usado por construtoras

Mecanismos biológicos surpreendentes revolucionam processos industriais trazendo respostas eficientes para grandes impasses

Magno Oliver Magno Oliver -
Cimento vivo que conserta rachaduras e fissuras sozinho passa a ser usado por construtoras
(Foto: Reprodução)

A indústria da construção civil global passa por uma transformação disruptiva recentemente graças aos novos avanços da biotecnologia aplicada.

Tradicionalmente, a manutenção preventiva de grandes edifícios e pontes exige vultosos investimentos financeiros e vistorias humanas minuciosas e constantes.

Todavia, o desgaste natural das estruturas de concreto armado representa um desafio crônico para engenheiros e arquitetos do mundo inteiro.

Diante disso, a busca por maior durabilidade motivou a aplicação prática de soluções científicas revolucionárias diretamente nos canteiros de obras.

Essa inovação marcante consiste no chamado cimento vivo, uma mistura enriquecida com agentes biológicos capazes de promover a autorregeneração.

O material inovador utiliza esporos das bactérias Bacillus pseudofirmus e Bacillus cohnii, acompanhados de cápsulas nutritivas de lactato de cálcio.

Uma pesquisa pioneira desenvolvida na Delft University of Technology comprovou matematicamente a viabilidade comercial completa desse novo modelo construtivo.

Consequentemente, esses microrganismos atuam como verdadeiros operários microscópicos dormentes, esperando o momento exato para iniciar os reparos necessários.

O processo biológico que sela superfícies

O funcionamento autônomo do sistema baseia-se no conceito científico de biomineralização, transformando a dinâmica de preservação das edificações urbanas.

Quando surgem fendas na estrutura, a umidade externa e o oxigênio penetram no concreto e despertam imediatamente as bactérias.

Esses microrganismos metabolizam rapidamente o lactato de cálcio disponível, produzindo calcário de forma natural para preencher os espaços abertos.

Portanto, essa reação química contínua fecha os canais internos e impede a infiltração de agentes nocivos que corroem as armaduras de ferro.

Atualmente, várias construtoras de grande porte adotam a tecnologia em fundações profundas e túneis expostos a condições severas de umidade.

Embora o custo inicial do composto seja superior ao convencional, a redução nas despesas de manutenção compensa os gastos.

Além disso, a iniciativa diminui as emissões de carbono na atmosfera, pois estende significativamente a vida útil útil das metrópoles modernas.

Dessa maneira, a ciência transforma os antigos conceitos construtivos e inaugura uma era de infraestruturas muito mais inteligentes e sustentáveis.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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