Estado volta atrás e desiste de instalar radares para multar motoristas nas rodovias
Decisão do governo interrompe contrato milionário que previa equipamentos de fiscalização em rodovias estaduais

Um governo estadual decidiu suspender o contrato que previa a instalação de equipamentos de fiscalização eletrônica em rodovias, interrompendo um projeto que poderia marcar a retomada dos radares nas estradas após mais de uma década.
A medida foi determinada pelo governador e atinge um contrato estimado em R$ 116 milhões.
O acordo previa a instalação de lombadas eletrônicas, radares, câmeras de monitoramento e outros sistemas em rodovias administradas pelo Estado.
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A decisão foi tomada em Santa Catarina, por determinação do governador Jorginho Mello (PL).
Inicialmente, o projeto incluía a implantação de equipamentos em pontos considerados estratégicos, como áreas escolares e trechos críticos.
No entanto, após a repercussão da medida, o governo decidiu suspender integralmente o contrato.
A proposta previa 230 lombadas eletrônicas, 12 radares fixos, 256 pontos com cercas eletrônicas e câmeras de leitura automática de placas, além de seis estruturas para pesagem de veículos.
Os equipamentos seriam distribuídos em 36 rodovias estaduais.
O contrato havia sido firmado com o Consórcio Vias Catarinenses e estava ligado à Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. Segundo publicações sobre o caso, a licitação levou cerca de sete meses até ser concluída.
Com a decisão, o governo estadual reforçou a posição de não autorizar a instalação desse tipo de sistema nas rodovias catarinenses. A justificativa apresentada foi evitar novas penalizações aos motoristas.
Santa Catarina estava sem lombadas eletrônicas fixas em rodovias estaduais desde 2012, após o encerramento de contratos anteriores.
A possível retomada dos equipamentos vinha sendo discutida como parte de um novo modelo de monitoramento viário.
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