Entenda por que empresas brasileiras estão transferindo produção para o Paraguai

Impostos menores e menos encargos explicam a ida de empresas brasileiras para produzir no Paraguai

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Entenda por que empresas brasileiras estão transferindo produção para o Paraguai
(Foto: Agência Brasil)

Em meio a discussões sobre impostos, empregos e competitividade, um movimento silencioso tem chamado a atenção de empresários e especialistas: cada vez mais companhias brasileiras estão olhando para um país vizinho como alternativa para produzir com custos menores.

O destino é o Paraguai, que passou a atrair indústrias de diferentes setores por meio de regras tributárias mais simples, incentivos à exportação e encargos trabalhistas considerados mais leves do que os praticados no Brasil.

Segundo levantamento publicado pelo Poder360, 232 empresas brasileiras já produzem no Paraguai dentro do chamado regime de maquila.

O que é o regime de maquila

A Lei de Maquila permite que empresas estrangeiras instalem operações no Paraguai voltadas à exportação. Na prática, essas companhias conseguem importar máquinas e matérias-primas com benefícios fiscais e pagam apenas 1% sobre o valor agregado exportado.

Esse modelo tem sido um dos principais atrativos para negócios brasileiros que buscam reduzir custos e ampliar a margem de competitividade.

Diferença de custos pesa na decisão

O ponto central está na comparação com o Brasil. Enquanto fábricas sob o regime paraguaio pagam, em média, cerca de 12% entre impostos e encargos trabalhistas, no Brasil esse custo pode chegar a 80%, conforme dados citados pela reportagem.

Além disso, o Paraguai oferece um sistema tributário mais simples, conhecido como “triplo 10”: 10% de Imposto de Renda empresarial, 10% de Imposto de Renda pessoal e 10% de IVA.

Setor têxtil lidera movimento

Entre as maquiladoras brasileiras instaladas no Paraguai, o setor de confecção e tecidos aparece com maior presença. Também há empresas dos segmentos de plásticos, alumínio, alimentos, eletrônicos, farmacêuticos e autopeças.

Grandes marcas brasileiras e multinacionais com operação no Brasil já ampliaram ou iniciaram atividades no país vizinho, atraídas pela combinação de incentivos, menor burocracia e proximidade geográfica.

Impacto acende alerta no Brasil

O avanço desse movimento reacende o debate sobre o chamado “custo Brasil”. Para especialistas, a migração de parte da produção pode representar perda de empregos, investimentos e arrecadação no mercado brasileiro.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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