José Ferreira, açougueiro há 30 anos: “Para o churrasco render sem gastar com picanha, peço um corte que ninguém lembra e que fica mais macio na brasa”

Dica simples ajuda a preparar uma carne suculenta, saborosa e com bom rendimento sem pesar tanto no bolso

Layne Brito -
Para o churrasco render sem gastar com picanha
(Foto: Reprodução/Magnific)

Na hora de preparar um churrasco, muita gente vai direto nos cortes mais famosos, como picanha, contrafilé e alcatra. O problema é que, com os preços cada vez mais altos, esses nomes conhecidos nem sempre cabem no orçamento de quem quer reunir a família sem gastar muito.

Para José Ferreira, açougueiro há 30 anos, o segredo está em olhar com mais atenção para peças menos populares, mas que podem entregar um ótimo resultado na brasa.

Segundo ele, alguns cortes esquecidos no balcão do açougue rendem bem, têm sabor marcante e ficam muito macios quando preparados do jeito certo.

A carne indicada pelo profissional é a raquete da paleta, um corte dianteiro do boi que ainda passa despercebido por muitos consumidores.

Apesar de não ter a fama da picanha, a peça pode surpreender no churrasco e costuma ter preço mais acessível.

Corte menos famoso pode surpreender

A raquete faz parte da paleta bovina e se destaca pela textura quando é bem limpa.

O principal cuidado é pedir ao açougueiro para retirar o nervo central da peça, etapa que faz diferença no resultado final.

Depois disso, o corte pode ser preparado em bifes mais altos ou em pedaços maiores, dependendo da preferência de quem vai assar.

Na brasa, ele ganha sabor intenso e pode ficar bastante suculento.

Segundo José, muita gente deixa de comprar a raquete por falta de conhecimento.

No entanto, quando o preparo é feito corretamente, a carne pode render um churrasco saboroso sem exigir o mesmo investimento dos cortes nobres.

Preparo simples faz diferença

Para valorizar o sabor da raquete, a recomendação é não exagerar no tempero.

Sal grosso ou sal de parrilla já são suficientes para realçar a carne sem mascarar o gosto natural da peça.

Outro ponto importante é controlar a brasa.

O ideal é selar os dois lados em fogo médio para alto, formando uma crosta por fora e mantendo a suculência por dentro.

Após sair da churrasqueira, a carne deve descansar por alguns minutos antes de ser cortada.

Esse intervalo ajuda a preservar os sucos internos e evita que o corte fique seco no prato.

Para o açougueiro, a escolha mostra que um bom churrasco não depende apenas dos cortes mais famosos.

Com orientação no açougue e atenção no preparo, é possível servir uma carne macia, saborosa e mais econômica.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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