Lavar o cabelo com condicionador antes do shampoo parece errado, mas pode ser a virada para fios finos e oleosos

Técnica inverte a ordem da lavagem e pode deixar fios finos mais leves, soltos e com menos aspecto pesado

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
cabelo com condicionador
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Você lava o cabelo pela manhã e, quando chega a tarde, a raiz já parece oleosa. Nos fios finos, a sensação é ainda pior. O condicionador pesa, o volume some e o visual murcha em poucas horas.

Diante disso, a primeira reação costuma ser trocar de produto. E se o problema, porém, não estivesse no shampoo nem no condicionador? A resposta pode estar em um detalhe que quase ninguém questiona: a ordem da lavagem.

É justamente essa ordem que uma técnica antiga, agora de volta à moda, resolveu inverter. Quem colocou o assunto em alta de novo foi a cabeleireira espanhola Felícitas Ordás, que recomenda o método para fios finos que pesam com facilidade. Antes de testar, no entanto, vale entender como ela funciona.

O que é a lavagem reversa

A técnica é conhecida como lavagem reversa, ou reverse washing. Como o nome sugere, ela troca a sequência tradicional do banho. Ou seja, o condicionador entra antes do shampoo, e não depois.

A lógica por trás disso é simples. O fio recebe a hidratação primeiro e cria uma espécie de barreira de proteção. Dessa forma, quando o shampoo chega, ele limpa a raiz sem ressecar tanto o comprimento e as pontas.

Por que inverter a ordem faz diferença

No método clássico, o condicionador é o último a sair. Assim, ele costuma deixar um leve resíduo nos fios. Nos cabelos finos, esse resíduo é suficiente para pesar e adiantar a oleosidade.

Na lavagem reversa, o shampoo é quem dá a palavra final. Portanto, ele remove qualquer excesso de condicionador e foca a limpeza no couro cabeludo.

O resultado costuma ser um cabelo mais leve, com volume na base e aparência de recém-lavado por mais tempo.

Para quem a técnica funciona melhor

A lavagem reversa não é para todo mundo. Segundo os profissionais que a indicam, ela combina com um perfil bem específico de cabelo. Em geral, funciona melhor para:

  • Fios finos: que perdem volume e ficam pesados com facilidade;
  • Raiz oleosa: quem satura de óleo poucas horas após lavar;
  • Cabelos lisos: que buscam mais textura e leveza;
  • Pontas ressecadas: em contraste com a raiz mais oleosa.

É para esse perfil que Felícitas Ordás defende a inversão. Segundo a cabeleireira, o método ajuda quem tem raiz oleosa e pontas secas ao mesmo tempo, equilibrando os dois extremos do fio.

Para quem ela não é indicada

Por outro lado, a técnica pode atrapalhar em vez de ajudar. Isso acontece porque alguns fios precisam justamente do contrário: a hidratação selada no fim. Nesses casos, o ideal é manter a ordem tradicional.

  • Cabelos cacheados e crespos: de curvatura 3 e 4, que tendem a ressecar;
  • Fios muito secos ou grossos: que dependem da nutrição final;
  • Couro cabeludo muito oleoso: se o condicionador tocar a raiz.

O passo a passo da lavagem reversa

Quem quer testar deve seguir uma sequência simples. O cabeleireiro Luigi Moretto, do Studio Moretto, resume o método em poucos passos:

  • Molhe os fios com água morna, nunca quente;
  • Aplique o condicionador só no comprimento e nas pontas, longe da raiz;
  • Enxágue sem esfregar os fios;
  • Passe o shampoo normalmente, com foco no couro cabeludo;
  • Finalize com um pouco de condicionador apenas se precisar desembaraçar.

Um cuidado extra faz diferença no couro cabeludo. Na hora do shampoo, evite usar as unhas. Assim, você não agride a região nem estimula ainda mais as glândulas de óleo.

Nem todo mundo aprova a técnica

Apesar da fama, o método divide opiniões entre os especialistas. Alguns profissionais preferem o modelo tradicional e desconfiam da inversão. Por isso, vale conhecer os dois lados antes de decidir.

A hairstylist Tats Medeiros, do DUO Jardins, é uma das que fazem ressalvas. Para ela, o procedimento vai contra o que a maioria dos estudos das fabricantes recomenda. Segundo a profissional, o shampoo deve vir primeiro para preparar o fio e garantir a limpeza adequada.

Diante desse impasse, o melhor juiz é o próprio espelho. Dessa forma, testar a técnica algumas vezes no seu cabelo ajuda a perceber se o resultado agrada ou não.

Um detalhe importante antes de criar expectativa

Vale um alerta honesto sobre os resultados. A lavagem reversa pode deixar o cabelo com aparência mais cheia e leve. No entanto, esse efeito é puramente cosmético.

Ou seja, a técnica não trata a queda nem o afinamento real dos fios. Para esses casos, o caminho é outro. O ideal é procurar um dermatologista, que investiga a causa e indica o tratamento certo.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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