Trabalhadores CLT comemoram: fim da escala 6×1, jornada menor, aumento do salário mínimo e novas regras para feriados em 2026
Mudanças mexem com a rotina de quem tem carteira assinada e podem alterar folgas, salário e trabalho em feriados

Os trabalhadores com carteira assinada entraram em 2026 de olho em mudanças importantes nas regras trabalhistas.
Entre os principais pontos estão o avanço do fim da escala 6×1, a redução da jornada semanal, a projeção de novo aumento do salário mínimo em 2027 e as regras mais rígidas para o trabalho em feriados no comércio.
Na prática, algumas medidas já têm impacto direto na rotina de empresas e empregados. Outras ainda dependem das próximas etapas no Congresso Nacional.
Mesmo assim, o cenário já acendeu o alerta para quem trabalha no regime CLT, principalmente porque as mudanças podem mexer com folgas, carga horária, remuneração e escalas de fim de semana.
Fim da escala 6×1 avança no Congresso
A principal mudança em discussão é o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias seguidos e folga apenas um.
A proposta ganhou força em 2026 e já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.
Pela proposta aprovada pelos deputados, os trabalhadores passariam a ter dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
Além disso, a mudança prevê uma transição para reduzir a carga horária dos atuais limites de 44 horas semanais para 40 horas por semana, sem redução de salário.
Ou seja, caso o texto seja aprovado também pelo Senado e promulgado, milhões de trabalhadores CLT poderão ter uma jornada menor e mais tempo de descanso.
Jornada semanal pode cair para 40 horas
Atualmente, a Constituição permite jornada de até 44 horas semanais para trabalhadores com carteira assinada.
Com a proposta aprovada na Câmara, esse limite cairia primeiro para 42 horas semanais e, depois do período de transição, chegaria a 40 horas por semana.
A ideia é manter o salário atual, sem corte proporcional, mesmo com a redução da carga horária.
Na prática, isso significa que o trabalhador poderia cumprir uma jornada menor, com mais folgas, sem perder remuneração.
No entanto, a regra ainda não está em vigor. Para começar a valer, o texto precisa passar pelo Senado Federal e ser promulgado como emenda constitucional.
Salário mínimo de 2027 tem nova projeção
Outro ponto que interessa diretamente aos trabalhadores CLT é o salário mínimo.
Em 2026, o piso nacional ficou em R$ 1.621. Para 2027, a projeção enviada pelo governo no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias é de R$ 1.717.
Se confirmado, o novo valor representará aumento nominal em relação ao piso atual.
O salário mínimo serve de referência para milhões de trabalhadores e também influencia benefícios pagos pelo governo, como aposentadorias, pensões, abono salarial, seguro-desemprego e Benefício de Prestação Continuada (BPC), quando aplicável.
Apesar disso, o valor final ainda pode mudar, já que a estimativa depende da inflação, das regras fiscais e da aprovação do orçamento.
Trabalho em feriados exige convenção coletiva
Outra mudança importante envolve o trabalho em feriados no comércio.
Com a nova regra do Ministério do Trabalho e Emprego, vários segmentos comerciais passaram a depender de autorização em convenção coletiva para escalar empregados nesses dias.
Na prática, isso significa que o acordo individual entre patrão e empregado deixa de ser suficiente para liberar o trabalho em feriados em diversas atividades do comércio.
A medida reforça o papel dos sindicatos nas negociações e busca garantir mais proteção aos trabalhadores.
Por outro lado, setores considerados essenciais continuam seguindo regras próprias. É o caso de hospitais, farmácias, hotéis, postos de combustíveis, restaurantes, transporte e outros serviços que não podem parar.
O que já vale e o que ainda depende de aprovação
Apesar da comemoração de muitos trabalhadores, é importante separar o que já está em vigor do que ainda está em discussão.
A regra sobre feriados no comércio já tem impacto sobre empresas enquadradas nos setores atingidos pela norma. Já o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas ainda dependem de aprovação final no Senado.
O salário mínimo de 2027, por sua vez, ainda é uma projeção do governo e só será confirmado oficialmente mais adiante.
Mesmo assim, o avanço das propostas mostra que 2026 pode ser um ano decisivo para quem trabalha com carteira assinada.
Afinal, caso as mudanças sejam aprovadas, os trabalhadores CLT poderão ter uma rotina com mais descanso, jornada menor e novas garantias nas escalas de feriados.
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