Nova lei pode garantir carros mais baratos para idosos em 2026

Propostas em debate no Congresso prometem reduzir impostos e ampliar a autonomia de quem tem mais de 60 anos

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Nova lei pode garantir carros mais baratos para idosos em 2026
(Foto: Ilustração/Freepik)

A compra de um carro pode ganhar novos contornos para a população idosa a partir de 2026. Projetos de lei em discussão no Congresso Nacional indicam a possibilidade de criar incentivos específicos para que pessoas acima dos 60 anos tenham acesso a veículos mais baratos, com foco em autonomia, mobilidade e adequação à realidade financeira da terceira idade.

A ideia central vai além de um simples desconto. O debate envolve qualidade de vida, independência e a dificuldade enfrentada por muitos idosos que vivem em cidades onde o transporte público é limitado ou pouco acessível. Ter um automóvel próprio, nesses casos, deixa de ser luxo e passa a ser uma ferramenta essencial para manter a rotina, o acesso a serviços de saúde e a vida social.

Embora ainda não exista uma lei federal em vigor que garanta automaticamente esse benefício, uma das propostas que mais avançaram é o Projeto de Lei nº 2937/2020. O texto sugere a isenção de tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), na compra de carros novos por pessoas com 60 anos ou mais.

Caso aprovado nos moldes atuais, o abatimento poderia reduzir significativamente o preço final do veículo, chegando a estimativas próximas de 30%, dependendo das regras que forem definidas.

O caminho para baratear os carros passa principalmente pela redução de impostos. Além do IPI, também estão em discussão possíveis flexibilizações em tributos estaduais, como ICMS e IPVA, seguindo um modelo semelhante ao que já existe para pessoas com deficiência. A intenção é tornar o custo de aquisição e manutenção do veículo mais compatível com a renda média de aposentados e pensionistas.

Outro ponto em análise envolve acordos com montadoras e concessionárias. Alguns projetos mencionam a criação de programas específicos voltados à terceira idade, com descontos diretos no valor de tabela, condições especiais de financiamento, juros menores e prazos mais longos para pagamento. A proposta busca evitar que a compra do carro comprometa de forma excessiva o orçamento mensal.

Quem poderá ter direito ao benefício ainda é uma das questões mais sensíveis. As versões preliminares discutem idade mínima entre 60 e 65 anos, além da exigência de documentação regular, como CNH válida e situação fiscal em dia.

ambém há a possibilidade de limitar o incentivo a um veículo por pessoa em um intervalo determinado de anos e exigir que o carro permaneça registrado no nome do idoso por um período mínimo, evitando o uso indevido para revenda.

Quanto aos modelos contemplados, a tendência é priorizar veículos mais acessíveis, como compactos e econômicos, que apresentam menor consumo de combustível e custo de manutenção. Em alguns cenários estudados, não se descarta a inclusão de modelos híbridos ou elétricos de entrada, desde que respeitado um teto máximo de preço. Também há discussões sobre a oferta facilitada de itens que aumentem o conforto e a segurança, como direção elétrica, bancos mais altos e sistemas de assistência ao motorista.

Mesmo com a expectativa positiva, especialistas alertam para a importância do planejamento. A compra deve levar em conta não apenas o desconto, mas também gastos recorrentes, como seguro, manutenção e combustível. No caso de veículos usados, a atenção precisa ser redobrada quanto ao estado de conservação e ao histórico do automóvel.

Até que a legislação seja votada, sancionada e regulamentada, a recomendação é acompanhar informações em canais oficiais do governo e do Congresso. Somente após esse processo será possível confirmar quem terá direito, quais impostos serão reduzidos e em que condições os idosos poderão, de fato, comprar carros mais baratos a partir de 2026.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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