Conheça a cidade que deve ser a mais nova bilionária do Brasil nos próximos anos
Exploração de petróleo na Margem Equatorial pode transformar pequeno município do Amapá em potência econômica

Até pouco tempo, o município mais ao norte do Brasil era lembrado apenas por sua localização simbólica. Agora, Oiapoque começa a ser citado em projeções econômicas que apontam para uma transformação sem precedentes.
A possível riqueza bilionária não vem do comércio ou do turismo, mas do avanço da exploração de petróleo na Margem Equatorial da Amazônia.
A autorização ambiental para a perfuração de um bloco em águas profundas abriu caminho para uma nova fronteira energética no país.
Se as expectativas se confirmarem, a atividade pode reposicionar o Amapá no mapa econômico nacional e alterar profundamente a realidade de cidades próximas à costa.
Nova fronteira do petróleo impulsiona o Amapá
A exploração iniciou-se no último trimestre de 2025, a cerca de 175 quilômetros do litoral amapaense. A área integra a Margem Equatorial, uma extensa faixa que vai do Norte do país até o Nordeste e é considerada estratégica pelo setor energético.
Estudos apontam que a região pode concentrar bilhões de barris de petróleo e gás, o que despertou atenção de investidores e do próprio governo federal.
Para um estado com um dos menores PIBs do Brasil, o impacto pode ser histórico, com projeções que indicam crescimento superior a 60% na economia local.
Royalties e empregos mudam o cenário de Oiapoque
Entre os municípios mais impactados, Oiapoque surge como o principal beneficiado. A expectativa de arrecadação de royalties alimenta comparações com cidades que enriqueceram com a exploração petrolífera, como ocorreu no litoral do Rio de Janeiro.
Mesmo antes da fase de produção, os efeitos já começam a aparecer. A chegada de trabalhadores ligados ao setor aqueceu o mercado imobiliário, impulsionando novos empreendimentos e elevando os preços dos imóveis.
O crescimento populacional, no entanto, pressiona uma infraestrutura urbana que ainda não acompanhou o ritmo da expansão.
Riscos ambientais e desafios acompanham a promessa de riqueza
O avanço econômico vem acompanhado de alertas. Recentemente, um vazamento de fluido durante uma perfuração reacendeu o debate sobre os riscos ambientais da atividade na região amazônica.
Apesar de o incidente ter sido controlado, o episódio reforçou a preocupação de comunidades indígenas e organizações ambientais.
Além da preservação da biodiversidade, especialistas apontam a necessidade de planejamento urbano e investimentos públicos para que o crescimento não resulte em desigualdade, impactos sociais e danos irreversíveis ao meio ambiente.
O futuro bilionário da cidade, portanto, depende de decisões que vão além do petróleo.
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