Mulher que desapareceu em Caldas Novas acumulava processos judiciais contra o síndico, aponta família
Cleber Rosa de Oliveira foi recentemente denunciado pelo Ministério Público pelo crime de stalking

A família de Daiane Alves de Souza, corretora que está desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas, no Sul de Goiás, aponta que o síndico do prédio onde ela foi vista pela última vez acumulava desentendimentos com ela.
Segundo repercutido pelo O Popular, os familiares indicam que o homem responde por 12 processos envolvendo Daiane.
As denúncias incluem violação de domicílio, lesão corporal leve, perseguição e difamação, além de sabotagem de serviços nos apartamentos administrados pela corretora.
De acordo com o veículo, o desentendimento havia começado em novembro de 2024, quando a mulher alugou um apartamento para nove pessoas, número que ultrapassava o máximo de hóspedes permitido por unidade no condomínio.
A partir disso, o síndico teria começado a dificultar pedidos de Daiane, como solicitações de manutenção; monitorar a movimentação dela e dos hóspedes pelo condomínio; e sabotar serviços de água, internet, gás e eletricidade dos apartamentos que ela administrava.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cleber Rosa de Oliveira na última segunda-feira (19), alegando crime de perseguição (stalking) com agravante de abuso de função.
Confusões com os vizinhos
Nilse Alves, mãe de Daiane, já havia contado ao G1 que os outros moradores do prédio também tinham desavenças com a filha.
Em agosto de 2025, eles teriam até mesmo tentado expulsá-la. Das 58 unidades, 52 proprietários teriam sido favoráveis à decisão durante uma assembleia. O motivo não foi divulgado, e o resultado acabou invalidado judicialmente.
Em tempo
Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro. Ela foi vista pela última vez no elevador, enquanto descia ao subsolo para tentar religar a energia de um apartamento.
As câmeras de segurança registraram o momento em que ela entra na cabine, gravando as próprias ações, mas não registram o que acontece em seguida.
Nesse ponto da investigação, a Polícia Civil (PC) analisa o gravador do circuito de segurança do prédio, que foi apreendido e encaminhado para a perícia.
A corporação avalia se houve adulteração nas imagens e, caso sim, se existiam imagens que possam ter sido perdidas ou que não foram repassadas à PC.
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