O que o gato sente quando fica sozinho por várias horas, segundo especialistas
Um hábito cotidiano pode revelar reações inesperadas em quem permanece aguardando em silêncio

A rotina de sair para trabalhar ou cumprir compromissos costuma deixar muitos gatos sozinhos em casa durante boa parte do dia.
Apesar da fama de independentes, a experiência emocional dos felinos pode variar bastante. Fatores como personalidade, idade, ambiente doméstico e o grau de vínculo com o tutor influenciam diretamente na forma como o animal reage à ausência humana.
De acordo com a especialista em medicina comportamental animal Stefanía Pineda, professora da Universidade Complutense de Madrid, o comportamento do gato quando está sozinho depende de diferentes aspectos individuais.
Segundo ela, a ideia de que gatos não se importam com a ausência dos donos nem sempre corresponde à realidade.
“Se o gato estiver calmo e não apresentar problemas comportamentais, provavelmente ficará mais inativo quando sozinho: comerá, beberá e dormirá”, explica a especialista.
Estudos sobre comportamento felino indicam que os gatos podem dormir entre 12 e 18 horas por dia, o que faz com que grande parte do período sozinho seja dedicada ao descanso.
No entanto, quando o animal possui um vínculo mais intenso com o tutor ou não está habituado a permanecer sozinho, o comportamento pode mudar.
Alguns gatos passam a explorar mais o ambiente, observar movimentos pela janela ou brincar com objetos da casa.
Em outros casos, podem surgir sinais de estresse ou tédio, como miados frequentes, busca intensa por atenção quando o dono retorna ou mudanças repentinas de comportamento, como se esconder ou demonstrar agitação.
Os veterinários apontam que manter uma rotina estável é essencial para o bem-estar do gato. Garantir acesso a água fresca, alimentação adequada, caixa de areia limpa e brinquedos ajuda a reduzir o impacto da solidão.
Em geral, um gato adulto saudável pode ficar sozinho durante um dia de trabalho sem grandes problemas, desde que suas necessidades estejam atendidas.
Ainda assim, observar sinais de ansiedade e procurar orientação profissional, quando necessário, é fundamental para preservar o equilíbrio emocional do animal e fortalecer o vínculo com o tutor.
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