15 anos depois, desaparecimento de estudante grávida em Goiás ainda é um mistério
Jovem foi vista pela última vez em 2009 e nunca mais teve paradeiro confirmado

Há mais de 15 anos, a professora aposentada Edlamar Rosária da Silva Oliveira, de 60 anos, convive com a incerteza sobre o paradeiro da filha Mayra da Silva Paula, desaparecida em Goiânia em 2009.
A jovem, que na época tinha 20 anos e cursava enfermagem, foi vista pela última vez no dia 03 de julho daquele ano, no apartamento onde morava na capital.
Desde então, o desaparecimento permanece sem solução.
De acordo com reportagem do G1, a estudante estava grávida quando sumiu.
A informação foi descoberta pela família apenas dias depois, quando uma vizinha relatou que a jovem aguardava a visita do rapaz com quem mantinha um relacionamento.
Mayra deveria ter viajado para Nova Glória, onde a família morava, para passar um período de férias, mas nunca chegou ao destino.
A mãe conta que passou o dia esperando a chegada da filha.
“Eu preciso de uma solução. Preciso achá-la viva ou morta. Tem que ter um término”, desabafou.
Investigações
O caso chegou a ser investigado pela Polícia Civil (PC) e também pela Polícia Federal (PF), mas acabou arquivado por falta de provas.
Segundo o advogado da família, Breyder Ferreira da Silva, algumas linhas de investigação ficaram incompletas durante o andamento do processo.
Entre os fatores que dificultaram a apuração estão mudanças na condução das investigações e até a morte de um dos delegados que atuavam no caso.
O delegado Jorge Moreira da Silva, responsável pela investigação em determinado período, morreu em um acidente de helicóptero da Polícia Civil em 2012.
Carta deixada no apartamento
Dias após o desaparecimento, familiares encontraram uma carta no apartamento onde Mayra morava.
No texto, a jovem relatava que estava grávida de seis meses e pedia perdão à mãe.
A mensagem, porém, não esclarecia o que teria acontecido.

Carta encontrada no apartamento de Mayra (Foto: Reprodução/G1)
Alerta internacional
Durante as investigações, o nome da estudante chegou a ser incluído na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional de alerta para localização de pessoas desaparecidas.
Segundo a PF, o registro permanece ativo até 2031.
Mesmo com as buscas realizadas ao longo dos anos, o caso segue sem resposta.
A família continua esperando que novas informações possam levar à descoberta do que aconteceu com Mayra.
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro das últimas notícias de Goiás!







