Brasileiros com mais de 60 anos ficam livres do pagamento de 3 dívidas
Legislação brasileira prevê benefícios que reduzem cobranças e garantem proteção financeira e acesso a direitos básicos na terceira idade

A legislação brasileira prevê uma série de proteções que podem aliviar o peso de determinadas despesas para pessoas com mais de 60 anos, embora nem sempre isso seja automático.
Essas garantias estão espalhadas entre leis federais, normas municipais e decisões da Justiça. Na prática, elas funcionam como mecanismos de proteção para preservar a renda, a moradia e o acesso à saúde na terceira idade.
Benefícios que reduzem ou evitam cobranças
Uma das situações mais conhecidas envolve o IPTU. Em diversas cidades do país, idosos podem solicitar isenção total ou parcial do imposto.
Para isso, é necessário atender a critérios específicos, como renda limitada, uso do imóvel para moradia própria e valor máximo do bem. O benefício depende de análise da prefeitura.
Outro ponto importante está ligado à saúde. O Estatuto da Pessoa Idosa garante o acesso gratuito a medicamentos, especialmente os de uso contínuo, além de próteses, órteses e outros recursos necessários ao tratamento. Quando esse fornecimento não ocorre, a Justiça costuma reconhecer o direito ao atendimento sem custo.
Já no transporte público, pessoas com 65 anos ou mais têm direito à gratuidade em serviços urbanos e semiurbanos. Em algumas cidades, esse benefício é ampliado para quem tem a partir de 60 anos, conforme regras locais.
O que a lei protege além dessas situações
Além desses casos, a legislação brasileira também protege aposentadorias e pensões contra penhora para pagamento de dívidas comuns. A exceção ocorre apenas em situações específicas previstas em lei, como no caso de pensão alimentícia.
Especialistas orientam que idosos fiquem atentos a cobranças indevidas e busquem informações antes de efetuar pagamentos.
Órgãos como Procon, Defensoria Pública e assistência social podem ajudar a esclarecer direitos e orientar sobre cada situação.
Essas medidas não significam que todas as dívidas deixam de existir, mas funcionam como instrumentos de proteção social.
O objetivo é garantir que o envelhecimento não venha acompanhado de perda de direitos essenciais ou de um comprometimento excessivo da renda.
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