Mesmo com separação de bens, cônjuge pode ter direito à herança nesses casos

Regras de sucessão são diferentes do regime de bens e podem surpreender famílias após a morte de um dos cônjuges

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Justiça decide que amante não tem direito à herança e nega união estável por falta de prova de separação do casamento.
Justiça decidiu que amante não tem direito à herança e negou união estável. (Ilustração/Freepik)

Muitas pessoas acreditam que o regime de separação total de bens impede o cônjuge de herdar qualquer patrimônio. No entanto, essa ideia não corresponde à realidade jurídica.

A advogada Ellen Fabiani (@ellenfabianiadvogada), especialista em inventário e herança, explica que o regime de bens vale durante o casamento. Já em caso de morte, entram em cena as regras do direito sucessório.

O que diz a lei

O artigo 1.829 do Código Civil define a ordem de herança no Brasil.

De acordo com a legislação:

  • se não houver filhos nem pais vivos, o cônjuge herda sozinho
  • parentes como irmãos, tios e sobrinhos ficam fora da sucessão

Assim, mesmo com separação total de bens, o cônjuge pode receber todo o patrimônio.

Entendimento já consolidado

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou esse entendimento.

Segundo a jurisprudência, o pacto antenupcial regula a divisão de bens durante o casamento.

No entanto, com a morte, o Código Civil passa a definir quem herda.

Quando a regra muda

A situação é diferente quando existem filhos.

Nesse caso:

  • o cônjuge não herda sozinho
  • ele passa a dividir a herança com os descendentes

Assim, a presença de filhos altera completamente a divisão do patrimônio.

Por que ocorre confusão

Muitas pessoas confundem dois conceitos diferentes:

  • regime de bens
  • direito sucessório

O primeiro trata da divisão durante o casamento.

Já o segundo define o destino do patrimônio após a morte.

Por isso, o erro de interpretação pode gerar surpresas.

Planejamento evita conflitos

A falta de planejamento sucessório pode causar disputas familiares.

Além disso, pode levar a resultados diferentes do que a pessoa imaginava.

Assim, buscar orientação jurídica é essencial para organizar a divisão do patrimônio.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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