Quanto tempo é recomendado ficar no sol para recompor vitamina D no corpo, segundo especialistas

Mesmo em regiões com sol intenso, a falta de exposição adequada tem levado ao aumento silencioso de deficiência nutricional

Daniella Bruno -
A vitamina D depende da exposição solar direta e controlada para ser produzida no organismo
(Imagem: Ilustração/Freepik)

A relação entre saúde e exposição ao sol sempre gerou dúvidas. Ao mesmo tempo em que especialistas alertam sobre os riscos da radiação excessiva, como o câncer de pele, também reforçam a importância da luz solar para funções essenciais do organismo.

Esse equilíbrio, no entanto, ainda causa confusão na rotina de muitas pessoas.

Nesse cenário, cresce a preocupação com a deficiência de vitamina D — um problema cada vez mais comum, inclusive em países tropicais.

Diante disso, especialistas passaram a orientar quanto tempo é necessário ficar ao sol para recompor os níveis da vitamina no corpo com segurança.

Tempo de exposição varia conforme o corpo

Antes de tudo, é importante entender que não existe um tempo único para todos. A produção de vitamina D depende diretamente do tom de pele, da idade e até da localização geográfica.

De forma geral, especialistas indicam:

  • Peles claras: entre 15 e 20 minutos de exposição, cerca de três vezes por semana
  • Peles escuras: entre 30 e 60 minutos, também três vezes por semana

Essa diferença ocorre porque a melanina funciona como uma barreira natural contra a radiação solar.

Ou seja, quanto mais escura a pele, maior o tempo necessário para produzir a mesma quantidade de vitamina D.

Além disso, a idade também influencia. Pessoas idosas apresentam uma redução natural na capacidade de síntese da vitamina, o que pode exigir acompanhamento médico e, em alguns casos, suplementação.

Horário, ambiente e hábitos fazem diferença

Além do tempo, o horário da exposição é determinante. Para estimular a produção de vitamina D, os especialistas recomendam a exposição entre 10h e 15h, quando a incidência de raios UVB é mais intensa.

No entanto, esse ponto gera debate. Isso porque esse também é o período de maior risco para a pele. Por isso, a orientação é clara: exposição curta e controlada.

Outro fator essencial é a forma de exposição. Para que a síntese aconteça de forma eficaz:

  • A pele deve estar diretamente exposta ao sol
  • Braços, pernas ou costas já são suficientes
  • Evite vidro, pois ele bloqueia os raios UVB
  • O uso de protetor solar deve ocorrer após o tempo recomendado, caso a exposição continue

Além disso, fatores externos também interferem. A poluição, por exemplo, reduz a incidência dos raios solares necessários.

Já a rotina moderna — marcada por ambientes fechados, escritórios e uso constante de ar-condicionado — tem contribuído para níveis baixos da vitamina, mesmo em regiões com alta luminosidade.

Mesmo com sol abundante, a deficiência cresce

Em regiões como o Centro-Oeste, onde a incidência solar é alta durante boa parte do ano, seria esperado que a população mantivesse níveis adequados de vitamina D. No entanto, a realidade mostra o contrário.

Cada vez mais pessoas apresentam deficiência justamente pela falta de exposição direta ao sol. Ou seja, não basta viver em uma região ensolarada — é preciso se expor de forma correta.

Assim, especialistas reforçam que pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença significativa.

Incorporar períodos curtos de exposição solar ao dia a dia pode ajudar a manter níveis adequados da vitamina e prevenir problemas de saúde a longo prazo.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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