Polícia descarta erro em registro de nome e contesta tese da defesa de estudante de Direito presa em Trindade

Enquanto a defesa sustenta que houve erro de identificação, corporação afirma que a estudante foi individualizada durante a investigação e nega qualquer equívoco

Pedro Pedro Ribeiro -
Polícia descarta erro em registro de nome e contesta tese da defesa de estudante de Direito presa em Trindade
Ellen Lorraine Trindade Mateus foi preso no dia 02 de julho, sob suspeita integrar grupo criminoso (Foto: Reprodução)

A prisão da estudante de pós-graduação em Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (21).

Após a defesa afirmar que a jovem foi presa por engano devido a uma suposta confusão de identidade, a Polícia Civil (PC) do Amapá divulgou uma nota negando qualquer erro na investigação.

Segundo a corporação, Ellen foi corretamente identificada durante o procedimento investigativo e a prisão preventiva ocorreu após representação da autoridade policial, manifestação favorável do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.

“A prisão foi cumprida contra a pessoa corretamente identificada no procedimento investigativo, não havendo confusão de identidade ou equívoco no cumprimento da ordem judicial”, afirmou a PC em nota.

A manifestação contraria a versão apresentada pela defesa da estudante. O advogado Jean Tavares sustenta que Ellen teria sido confundida com outra mulher, também chamada Lorraine, investigada por integrar uma organização criminosa especializada em estelionatos.

Ao Jornal Opção, a defesa afirmou que a confusão teria ocorrido porque um integrante do grupo possuía o número de telefone da estudante salvo na agenda.

O advogado afirma que Ellen possui apenas uma linha telefônica registrada em seu CPF e que não há qualquer conversa, transferência bancária ou movimentação financeira que a vincule ao esquema.

“Não há nenhuma conversa da Ellen com ninguém desse grupo, nenhum Pix recebido, nenhuma solicitação de dados bancários”, afirmou Jean Tavares.

A PC do Amapá, entretanto, afirma que a investigação individualizou todos os investigados antes da representação pela prisão.

Ainda conforme a corporação, medidas cautelares como prisão preventiva e mandados de busca não são adotadas com base em informações superficiais.

“Medidas cautelares dessa natureza não são adotadas com base em informação superficial, mas a partir de elementos submetidos à análise dos órgãos responsáveis pela persecução penal e ao controle judicial.”

A investigação aponta que Ellen faria parte de uma organização criminosa composta por 16 integrantes, sendo dez deles residentes em Goiás. Conforme a polícia, o grupo criava sites falsos semelhantes aos da Equatorial Energia para desviar pagamentos de contas de energia elétrica no Amapá.

A família da estudante, por outro lado, continua sustentando que ela é inocente.

Em entrevista à TV Anhanguera, o pai da jovem afirmou que a filha “está pagando por um crime que não cometeu”. Já a mãe disse que Ellen foi criada em um lar cristão e nunca teve envolvimento com atividades criminosas.

Enquanto isso, a defesa informou que já protocolou habeas corpus, pedido de relaxamento da prisão e entregou espontaneamente o celular da estudante às autoridades para auxiliar nas investigações.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua no Portal 6 desde 2022, passando pelas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com a opinião pública e cotidiano da população.

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