Prefeito havia tentado ajudar mulher que foi morta e teve corpo incendiado em Anápolis
Márcio Corrêa conta que ela denunciou agressão, disse que tinha medo e chegou a ser acolhida por uma semana

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), revelou que já tinha oferecido ajuda a Paula Rafaela Lopes da Cunha, mulher de 34 anos que foi encontrada morta e com o corpo parcialmente queimado na manhã do último sábado (25).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Márcio explicou que recebeu uma denúncia recentemente e que foi até a casa da vítima para conversar com ela.
Ele detalhou que ela estava na dependência das drogas e que tinha sido espancada. Questionada, Paula respondia que tinha caído de moto e se negava a dizer quem era o autor das agressões.
Pela gravidade das lesões, ela mal conseguia enxergar com um dos olhos. O prefeito diz ter falado com os familiares da mulher e mostra que ofereceu auxílio médico, sugerindo que ela fosse a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Entretanto, ela disse que tinha medo. De acordo com Márcio, até o filho dela, ainda criança, já tinha sido ameaçado de morte.
O gestor municipal também apontou como opção a internação em uma casa de acolhimento, onde Paula poderia receber o suporte necessário de outras mulheres e também tomar medicações que ajudassem com os ferimentos.
Segundo o prefeito, a mulher pediu que ele voltasse no outro dia e aceitou a ajuda. Ela ficou internada por uma semana, mas logo saiu e voltou a usar entorpecentes.
Em tempo
O corpo de Paula foi encontrado em uma residência no Jardim das Oliveiras, região Oeste de Anápolis, depois que um homem informou à polícia que tinha uma mulher em óbito no local.
Ela tinha um ferimento causado por arma branca no pescoço e também sinais de que parte do corpo tinha sido queimado.
Um jovem, de 24 anos, e uma mulher, cuja idade não foi revelada, são os suspeitos de terem cometido o crime. Eles foram presos pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE) algumas horas depois.
A dupla foi localizada em um motel, mas apresentou versões diferentes. A suspeita negou envolvimento, mas tinha falas desconexas e sinais de alteração.
O suspeito, por outro lado, afirmou que apenas a mulher tinha sido responsável pelos ataques. Ele relatou, posteriormente, que a ex-namorada teria matado a atual a pauladas e ateado fogo no corpo dela.
À Polícia Militar (PM), o jovem alegou que a mulher tinha invadido a casa e iniciado as agressões enquanto ele dormia, e disse que não acordou devido ao alto consumo de crack na noite anterior.
Ele defendeu, ainda, que acordou com chineladas no rosto e que só fugiu com a suposta ex-companheira porque ela ameaçou incriminá-lo caso ficasse ali.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil (PC), responsável por apurar a dinâmica dos fatos e entender qual a participação dos suspeitos na morte de Paula.
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