Não é picanha, nem contrafilé: as melhores carnes de segunda que ficam macias e suculentas no churrasco quando preparadas do jeito certo

Segredo para economizar no churrasco está em escolher cortes saborosos e entender como cada um reage à brasa

Cristiano Roonowa Cristiano Roonowa -
acem com alho no espeto
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Quando o assunto é churrasco, picanha e contrafilé costumam aparecer entre os primeiros cortes lembrados. Porém, quem quer economizar sem abrir mão de uma carne macia e suculenta tem boas alternativas no balcão do açougue.

Cortes tradicionalmente chamados de “segunda” podem surpreender quando recebem o preparo adequado. Acém, paleta, peito e costela, por exemplo, possuem bastante sabor e conseguem ficar extremamente macios na brasa.

O segredo está em entender que essas carnes não devem ser tratadas exatamente como uma picanha. Em muitos casos, elas precisam de temperatura mais baixa e mais tempo de churrasqueira.

Acém na brasa

O acém é uma das opções mais versáteis e econômicas. Como possui fibras mais firmes e tecido conjuntivo, pode ficar duro quando é colocado sobre fogo muito forte e retirado rapidamente.

Por outro lado, o resultado muda quando a peça assa lentamente. O calor mais controlado ajuda a amaciar a carne e preserva a suculência.

Outra possibilidade é procurar pelo miolo do acém, parte que pode render bifes mais macios. Depois de pronto, cortar contra as fibras também facilita bastante a mastigação.

Paleta bem preparada

A paleta é outro corte que costuma passar despercebido no churrasco. Entretanto, algumas partes dela possuem ótima combinação entre carne e gordura.

Um exemplo é a chamada raquete da paleta, conhecida também como flat iron. Quando preparada corretamente, essa parte pode ficar bastante macia. A própria Friboi utiliza o corte em preparações nas quais o cozimento prolongado ajuda a alcançar textura macia.

Na churrasqueira, uma peça maior de paleta se beneficia de calor indireto e paciência. Assim, as fibras vão amolecendo sem que a parte externa queime antes do interior ficar pronto.

Peito sem pressa

O peito bovino talvez seja o melhor exemplo de carne que recompensa quem não tem pressa.

Trata-se de um corte com fibras mais resistentes, mas que ganha maciez e suculência depois de um preparo lento. Essa característica também é destacada pela Swift ao indicar cozimento prolongado para o peito bovino.

Na churrasqueira, vale deixar a peça afastada da brasa mais intensa e cozinhar devagar. Dependendo do tamanho, o processo pode levar algumas horas.

Costela no tempo

A costela também entra na lista das carnes que mostram por que preço mais baixo não significa falta de sabor.

A gordura entremeada ajuda a manter a carne úmida durante as horas de churrasqueira. Porém, tentar acelerar o processo com fogo muito forte pode deixar a superfície queimada e as fibras ainda resistentes.

Por isso, costela combina com brasa moderada, distância do fogo e bastante tempo.

Preparo faz diferença

Independentemente do corte escolhido, alguns cuidados ajudam. Evitar labaredas, controlar a intensidade da brasa e respeitar o tempo necessário estão entre os principais.

Depois de retirar a carne da churrasqueira, também vale deixá-la descansar por alguns minutos antes de cortar. Por fim, fatiar contra o sentido das fibras ajuda a deixar cada pedaço mais agradável de mastigar.

Assim, acém, paleta, peito e costela mostram que um bom churrasco não precisa depender dos cortes mais caros do açougue.

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Cristiano Roonowa

Cristiano Roonowa

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). É estagiário no Portal 6 desde agosto de 2026.

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