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CEPMGs vão se mobilizar para descobrir quem está por traz de perfil difamador no Twitter

(Foto: Reprodução)

Conta criava rixas entre os colégios, expunha a situação financeira e ocorrências disciplinares dos alunos, além de insinuar que professores consumiam drogas antes da aula

Os colégios militares Polivalente Gabriel Issa e Dr. Cezar Toledo recorrerão às suas equipes de informática para tentar descobrir quem são os responsáveis pelo perfil do Twitter usado para difamar os alunos e professores dos três colégios militarizados da cidade.

O @cpmgzoas2018 existia desde janeiro deste ano e foi desativado na rede social no último dia 27 de abril, após reportagem do Portal 6 revelar o teor das postagens.

Comandante do Polivante Gabriel Issa, o major Edmar Pereira disse que não chegou a ter acesso ao perfil, mas que investigará a situação para descobrir se alunos da unidade estão envolvidos no caso.

“Hoje o pessoal acha que a internet é terra sem Lei, mas não é. Ainda existem falhas, mas a internet não tem o anonimato que as pessoas pensam que tem. Por isso, vamos descobrir se tem alunos [daqui]. Se tiver, eles serão responsabilizados da forma adequada. Se não tiver, também serão responsabilizados, só que na Polícia Civil”, prometeu.

Já o comandante do Dr. Cezar Toledo, tenente coronel Edmilson Pereira de Araújo, reafirmou a necessidade de apurar as publicações para que medidas necessárias sejam tomadas.

“Se o aluno expõe o colégio ele está transgredindo nosso regimento interno. Eu acredito muito nos nossos alunos, mas vamos apurar porque onde tem seres humanos, tem erros. Vamos atrás de quem promoveu isso. Se tiver participação de alunos, vamos tomar as providências administrativas. Se não, vamos atrás de quem promoveu para responder, pois isso é difamação”, disse.

Apenas o Arlindo Costa, colégio que o perfil classificou como sendo ‘de favelados’, decidiu não iniciar investigação própria.

Comandante da unidade, o tenente coronel Edival Soares Batista opinou que o perfil é feito por quem quer ganhar atenção em cima do colégio.

“Eu vi isso [o perfil] e não dei importância. Para nós não quer dizer nada. Temos consciência do nosso trabalho e não fomos contaminados com isso. Esse perfil é coisa de quem quer mídia e quer se projetar em nós. Daqui a pouco isso some. Não dão conta de mexer com os colégios militares, porque ele é um projeto deu certo. Quem tenta falar mal de nós se perde pelo caminho”, comentou.

Valendo-se do escarnio, o @cpmgzoas2018 criava rixas entre os colégios, expunha a situação financeira e ocorrências disciplinares dos alunos, além de insinuar que professores consumiam drogas antes da aula.

Antes de ser desativada, a conta chegou a ser repercutida por 470 usuários do Twitter.

Conheça o perfil que difama e expõe alunos e professores dos colégios militares de Anápolis

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