De Piranhas a Palmelo: as cidades goianas com os nomes mais inusitados

Eles podem até ser inesperados, mas a história que existe por trás de cada um explica os motivos de tamanha originalidade

Augusto Araújo -
Letreiro na entrada do município de Palmelo. (Foto: Reprodução / MPGO)

Com a imaginação ou história não há quem possa. Esse pode ser um dos primeiros pensamentos que vem à mente ao se deparar com nomes considerados ‘curiosos’ de várias cidades do país.

Nesse quesito, Goiás está longe de ficar para trás. Mas a verdade é que existem histórias por trás de cada nome e que explicam os motivos de tamanha originalidade.

Portal 6 vai destacar sete municípios. Confira:

Araguapaz

Araguapaz foi elevado à categoria de município em 1979. Antes, o vilarejo, localizado na região Noroeste de Goiás, era chamado de Cavalo Queimado. O nome remete a um ribeirão.

Com um pouco menos de 8 mil habitantes, é privilegiado por se encontrar no Vale do Araguaia. Até a década de 1960, a região era um agreste sertão apenas habitado por animais selvagens.

Brazabantes

O povoamento começou na década de 1920. A doação de terras foi feita por João Francisco Toledo. Daí foi um passo para a construção de uma capela e surgimento das primeiras moradias.

Com motivação econômica na agricultura e pecuária, ficou uma longa fase estacionada, até que virou município em 1943. Daí, o nome foi alterado para Brazabantes, em homenagem ao general goiano Braz Abrantes.

Caturaí

A história do  município começa com a vinda de uma família paulista, cujo chefe era o Sr. Antônio Moreira de Melo. Ao chegar no município comprou uma fazenda chamada Rio do Peixe. Ali, foi construído um Centro Espírita e um sanatório.

Um dos moradores mais antigos da região, Garibalde Virgiano, junto com outras pessoas, resolveram homenagear a cidade com o nome do rio. Em língua indígena – Catu = rio Raí = Peixe.

Matrinchã

A região de Matrinchã era dividida por uma estrada que ligava Itapirapuã e Auranã – que hoje é a GO-070.

No local, diversas famílias que possuíam pequenas propriedades de terra sentiram a necessidade de se organizar à favor da fundação de uma escola para que suas crianças estudassem, ainda em 1970.

A partir disso, os moradores da região tiveram a ideia de formar um vilarejo para atender àquele povoado. Deste modo, ao se desmembrar de Aruanã, surgiu Matrinchã, em 1987.

Palmelo

O município do Sudoeste goiano teve origem a partir de um povoado que se organizou ao redor do ““Centro Espírita Luz da Verdade”, fundado em 1929 na cidade de Pires do Rio.

A fazenda onde o povoado se formou havia pertencido anteriormente ao Barão de Palmelo, guarda-mor do Imperador D. Pedro II.

Herdando o nome do oficial, Palmelo se desvinculou de Pires do Rio em 1953 e teve início como um município independente, mantendo a influência espírita herdada de sua fundação até os dias atuais.

Margazão

Este município teve sua origem em Caldas Novas, com o povoado de Boa Vista do Margazão, que floresceu com o fluxo de passageiros que transitavam pela região entre Goiás e Minas Gerais.

Margazão inicialmente foi elevado à condição de distrito de Caldas Novas em 1916, e teve seu nome abreviado em 1938.

Apenas em 1949 que o distrito assumiu condições de município autônomo, tendo início assim a sua história de 72 anos.

Piranhas

A cidade tem esse nome por causa de um rio. Isso porque, por volta de 1948, um grupo de operários, que trabalharia nas obras de uma rodovia, acampou às margens do Rio Piranhas.

Parte do pessoal foi retirado com o tempo e os que permaneceram decidiram iniciar um povoado que levava o mesmo nome do rio.

A iniciativa acabou dando muito certo, já que as terras eram muito ferteis e favoreceram a incrementação de lavouras.

O povoado foi elevado a distrito de Caiapônia em 1952, mas foi emancipado e se tornou oficialmente uma cidade em janeiro de 1954.

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