Pessoas TEA precisam de diagnóstico precoce, acesso às politicas públicas e acolhimento

Amilton Filho -
(Foto: Reprodução)

Ao promovermos a empatia superamos qualquer tipo de preconceito. Eu persigo essa máxima na minha vida sobretudo para dar sentido e utilidade à minha existência como pai, advogado e político.

Foi assim que fui apresentado, antes mesmo de ser eleito vereador pela primeira vez, à luta de pais e psicopedagogos contra a estigmatização e pela conquista de diretos à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Desde então busquei ser apoiador dessa causa, sobretudo me colocando à disposição como parceiro de entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Autistas (ASPAA) e a Casa Joana, que oferece atenção às pessoas excepcionais.

Além de enviar emendas do mandato e buscar recursos para reforma e ampliação do Colégio Estadual Zeca Batista, um lugar de excelência no acolhimento e ensino especializado para alunos TEA.

Na Alego, sou o deputado autor do projeto que institui a política de proteção aos direitos da pessoa com TEA em Goiás e conseguimos aprovar junto com os demais parlamentares a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).

Com esse documento, as famílias com integrantes TEA tem nas mãos um instrumento poderoso para comprovação e exigência de garantias e direitos como atendimento prioritário – até mesmo frente aos demais públicos prioritários, como idosos e gestantes – em todas as áreas e segmentos dos serviços públicos e privados, em especial na área de saúde, educação e assistência social.

Infelizmente, as políticas públicas para pessoas TEA e suas famílias ainda são tímidas, mas seguimos lutando para garantir o diagnóstico precoce e a conscientização da sociedade. Só assim vamos conseguir gerar a convivência respeitosa e acolhedora que pessoas TEA precisam.

Amilton Filho é advogado e deputado estadual pelo MDB. Escreve às quintas-feiras. Siga-o no Instagram.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as visões do Portal 6.

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