Justiça prorroga prisão temporária de Karine Gouveia e marido
Casal é investigado por uma série de crimes, sendo o principal deles, por deformar corpos de pacientes em procedimentos estéticos
Na cadeia por mais 30 dias. Isso foi o que determinou a Justiça de Goiás ao decidir manter presos os empresários Karine Gouveia e Paulo César Dias, donos da clínica de estética responsáveis por deformar corpos de pacientes.
Segundo a decisão do juiz Inácio Pereira de Siqueira, da 1ª Vara de Garantias, a intenção é assegurar o andamento das investigações. O magistrado também determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do casal, além de pedir a prisão de outras sete pessoas, a fim de dar andamento à investigação do crime de associação criminosa.
Ao jornal O Popular, a defesa do casal disse que irá recorrer, defendendo a ideia de que ambos possam responder às acusações em liberdade. Karine e Paulo César estão presos há um mês, desde o dia 18 de dezembro do ano passado.
Entenda o que aconteceu
O Portal 6 publicou uma série de reportagens relatando o drama vivido por ex-pacientes atendidos pela clínica que leva o nome da empresária. Deformações foram apresentadas pela Polícia Civil (PC), que embasaram as investigações.
Os danos causados às vítimas teriam provocado tentativas de suicídio, internações em UTI e lesões gravíssimas, a partir de quando tiveram acesso aos procedimentos da então profissional.
Ainda segundo as investigações, a empresária e o marido usavam das redes sociais para sustentar serem bons profissionais, além de contar com o “apoio” de famosos que apareciam em publicações.
Assim, atraíam muitos interessados, para cada qual, considerando poder aquisitivo, disponibilizavam um tipo de tratamento, de acordo com as investigações. A polícia também contou o método que os dois utilizavam para driblar as fiscalizações.
Inclusive, um dia antes de ser presa, Karine teria feito uma publicação divulgando uma queima de estoque de procedimentos estéticos, o que demonstra que não tinha a intenção de parar com as atividades que considerava lícitas.
Até aqui, o casal responde por sete crimes, sendo: exercício ilegal da medicina; lesão corporal gravíssima; falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais; estelionato; execução de serviço de alto grau de periculosidade sem autorização; fazer afirmação falsa ou enganosa ou omitir informação relevante sobre produtos ou serviços; e organização criminosa.