Empresas de Senador Canedo são alvo de operação contra esquema do PCC que fraudava combustíveis
Esquema utilizava empresas de fachada para comprar nafta, hidrocarbonetos e diesel fora do Brasil
Senador Canedo foi palco, nesta quinta-feira (28), de uma mega operação do Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no combate um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em empresas ligadas ao comércio, produção e distribuição de combustíveis.
Segundo a decisão da 2ª Vara Criminal de Catanduva (SP), o grupo teria arrecadado mais de R$ 8 bilhões de forma ilícita, causando prejuízos a toda a cadeia econômica do setor de combustíveis.
- Como se inscrever no Apê a Custo Zero, que vai entregar 322 apartamentos mobiliados em 12 cidades de Goiás
- Delegado de Cocalzinho dobra aposta e diz que decisão judicial só será cumprida se ele não for ‘exposto ao ridículo’
- “Macaquinho”: Vila Nova e Operário se posicionam sobre caso de racismo durante partida da Série B
Na operação em território goiano, participaram dois promotores de Justiça, 15 agentes de segurança institucional, 12 policiais militares e oito auditores da Receita Federal.
Como o esquema funcionava
De acordo com as investigações, o esquema utilizava empresas de fachada para comprar nafta, hidrocarbonetos e diesel fora do Brasil.
Assim, o material entrava no país pelo Porto de Paranaguá (PR), mas não era entregue aos destinatários registrados nas notas fiscais.
Em vez disso, era desviado e transportado clandestinamente, com documentação falsificada para postos e distribuidoras controlados pela organização criminosa.
Nos estabelecimentos, os produtos eram utilizados para adulterar gasolina e etanol, aumentando de forma ilícita a margem de lucro.
Outras medidas
Além de Senador Canedo, a ação acontece nos estados de Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entrou na Justiça para bloquear bens dos investigados. Entre os itens estão imóveis, empresas e carros de luxo, totalizando mais de R$ 1 bilhão.
Também, a investigação solicitou o bloqueio de R$ 7,6 bilhões, na tentativa de recuperar o valor desviado que era destinado a tributos estaduais.
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro das últimas notícias da Grande Goiânia!







