Após testes decisivos, Gripens de Anápolis entram em prontidão total para proteger o Brasil

Caças supersônicos conseguem cobrir praticamente todo o território nacional e atingir regiões fronteiriças distantes em questão de poucas horas

Natália Sezil Natália Sezil -
F-39 Gripen E é considerado um caça supersônico, lotado no Esquadrão Jaguar, da Base Aérea de Anápolis.
F-39 Gripen E é considerado um caça supersônico, lotado no Esquadrão Jaguar, da Base Aérea de Anápolis. (Foto: FAB)

Os F-39 Gripen E, caças supersônicos lotados na Base Aérea de Anápolis (BAAN), estão oficialmente aptos para proteger o Brasil. Eles passaram por três importantes etapas e, assim, alcançaram plena capacidade operacional.

Há dez unidades no país, integradas à frota do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º DGA) – Esquadrão Jaguar. Em 2025, elas alcançaram três certificações essenciais.

A primeira é do reabastecimento em voo entre o F-39 Gripen e o KC-390 Millennium. O segundo é do lançamento real do míssil de longo alcance MBDA Meteor. Já o terceiro é da primeira campanha de Tiro Aéreo com canhões dos Gripens em território nacional.

Entenda cada marco

A primeira etapa concluída diz respeito à Operação Sumaúma, segundo informações da Revista Força Aérea. Realizada em Gavião Peixoto, em São Paulo, tratou-se de uma campanha de ensaios em voo.

Reabastecimento em voo entre os F-39 Gripen e o KC-390 Millennium.

Reabastecimento em voo entre os F-39 Gripen e o KC-390 Millennium. (Foto: FAB)

O objetivo era coordenar o reabastecimento entre o caça F-39 Gripen e o avião multimissão KC-390 Millennium, ainda no ar, sem interromper o voo.

A ação permite maior alcance aéreo, tornando possível cobrir quase todo o território nacional, atingir regiões fronteiriças distantes em questão de poucas horas, e permanecer mais tempo em áreas estratégicas.

A segunda etapa diz respeito aos lançamentos reais do míssil Meteor, a partir do Gripen, contra alvos manobráveis. Isso foi realizado em Natal, no Rio Grande do Norte, e representou a primeira vez em que o armamento mais avançado do arsenal da Força Aérea Brasileira (FAB) foi empregado em um cenário real.

FAB 4104 decolando armado com míssil MBDA Meteor. (Foto: FAB)

FAB 4104 decolando armado com míssil MBDA Meteor. (Foto: FAB)

A ação não foi isolada. Na verdade, envolveu uso intensivo de simulações, integração de vários esquadrões e apoio de outras organizações.

Por fim, os Gripens também cumpriram a etapa de tiro aéreo com canhão. A atividade foi feita na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e envolveu o canhão Mauser BK-27, de 27 mm.

O exercício avaliou a precisão do armamento e a prontidão logística do caça, bem como o tempo de resposta em situação de Alerta de Defesa Aérea e a eficácia do sistema em cenários realistas.

Apto a cumprir o alerta mencionado, o Gripen passa a ser visto como uma peça permanente na estratégia e na proteção da soberania brasileira.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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