Médica anapolina recém-formada faz desabafo sobre sobrecarga em plantões
Ela revelou que está atuando no interior do Estado, e a cidade conta com apenas um postinho e um hospital

A imagem glamourizada da Medicina muitas vezes esconde uma realidade de cansaço e pressões que poucos conhecem. Recentemente, uma médica anapolina recém-formada decidiu quebrar o silêncio e usar as redes sociais para fazer um desabafo sobre o que tem enfrentado nos primeiros passos da profissão.
No vídeo, Emily Viana compartilha as dificuldades de lidar com os plantões, a responsabilidade sobre a vida de pacientes e também defende o atendimento de qualidade entre os colegas.
“Hoje, o que fiz de consulta de UBS foi brincadeira, porque as pessoas não têm postinho até segunda-feira (05), pelo recesso do ano novo”, comentou, atuando no plantão de sábado (03).
Ela revelou que está atuando no interior do Estado, e a cidade conta com apenas um postinho e um hospital, gerando um grande volume de atendimentos concentrado em ambas.
Inicialmente ela relata ter atendido “de 60 pessoas para mais”, desde as 07h da manhã. Depois que conferiu, constatou que o número chegou a 83.
“A gente não é obrigado a dar plantão. Todo plantão que você pega você escolheu dar. Todo mundo tem conta para pagar, e quando você se dispõe a atender uma pessoa, eu acho que você tem que atender aquela pessoa com toda a qualidade que ela tem”, desabafou.
Na unidade, Emily relata ser a única médica de plantão para atender os pacientes da sala vermelha, enfermaria e porta, tendo que parar para verificar quando chega o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou em alguma outra intercorrência.
Mesmo assim, ela insiste que a realidade pesada não pode impedir o profissional de prestar um atendimento humanizado e caprichoso: “Se isso é papo de recém formado, eu não sei, se um dia eu vou me amargurar, eu espero que não”, concluiu.
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